<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096</id><updated>2011-10-10T23:24:03.788+01:00</updated><title type='text'>Bandeira ao Vento I</title><subtitle type='html'>O dia em que não nos rimos foi o dia que desperdiçámos (Chamfort)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1717</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-7262105550208895931</id><published>2008-10-04T22:21:00.000+01:00</published><updated>2008-10-04T22:22:33.545+01:00</updated><title type='text'>Bandeira ao Vento V2</title><content type='html'>&lt;a href="http://bandeiraaovento.blogspot.com/"&gt;Clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-7262105550208895931?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7262105550208895931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7262105550208895931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/10/bandeira-ao-vento-v2.html' title='Bandeira ao Vento V2'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-7745664283836431700</id><published>2008-05-24T12:31:00.004+01:00</published><updated>2008-09-18T10:49:50.179+01:00</updated><title type='text'>Da capo al fine</title><content type='html'>Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blogue pára aqui. Existem razões, algumas objectivas, outras subjectivas, algumas até irrazoáveis; não importa. Vestirei o roupão que terei de comprar, sentar-me-ei no velho cadeirão de couro que não tenho e fumarei o meu cachimbo invisível, pensando em como a vida é uma coisa engraçada, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentirei saudades. As caixas de comentários estão fechadas, mas conhecem o meu endereço de e-mail. Sei que voltarei a escrever algures, apenas não sei onde ou quando; até lá, um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-7745664283836431700?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7745664283836431700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7745664283836431700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/da-capo-al-fine.html' title='Da capo al fine'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6722699021501567585</id><published>2008-05-23T11:11:00.009+01:00</published><updated>2008-09-18T10:50:09.950+01:00</updated><title type='text'>O Don Giovanni da Madragoa</title><content type='html'>Em finais do século XVIII, o bairro da Madragoa conheceu um grande filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua filosofia era: «Levar a mulher de um imbecil ao adultério não é pecado, mas justiça!», e andava por aí conquistando as mulheres de pobres e ricos, conhecidos e desconhecidos, sem fazer distinção, porque «todos os maridos são, por definição, imbecis». Os vizinhos sabiam que ele havia desonrado mais uma dama quando, de madrugada, o ouviam tocar Mozart no seu piano; não demorou muito antes que o dissessem «o Don Giovanni da Madragoa».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, por vaidade, aceitou um discípulo. Era tudo o que a sua mulher esperava para fazer justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don Giovanni da Madragoa entrou no seu quarto, viu Elvira no tálamo com o discípulo e, completamente fora de si, juntou-se a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don Giovanni da Madragoa está no Inferno; o discípulo tornou-se existencialista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6722699021501567585?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6722699021501567585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6722699021501567585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/o-don-giovanni-da-madragoa.html' title='O Don Giovanni da Madragoa'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6831110815368385606</id><published>2008-05-22T11:32:00.024+01:00</published><updated>2008-09-18T10:50:31.487+01:00</updated><title type='text'>Dia Santo</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Gosto dos feriados porque as outras pessoas não trabalham e eu posso alimentar pequenos diálogos engraçados como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;«Prainha?»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;«Julgas que eu tenho a tua vida? Para mim não há feriados, eu trabalho 365 dias por ano.»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;«Bom, ent...»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;«Mas ok, vamos lá.»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Claro, hoje não resultaria porque o tempo está bom é para escrever postes. Mesmo sem prainha, porém, devemos agradecer ao senhor José Feriado aquele momento glorioso em que, no seu gabinete de trabalho assírio, atirou o estilete ao chão e mandou os empregados para a praia fluvial gozar o sol, inventando assim o dia que ainda hoje traz o seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio numa revista que foi descoberto um sistema solar semelhante ao nosso. Planetas como os nossos. Um sol como o nosso. Provavelmente até um deus único como o nosso, o que provaria definitivamente a minha teoria de que o Universo é assim uma espécie de espelho e que apenas por isso nos parece tão grande (um truque que os decoradores conhecem muito bem). Mas adiante, que nos dias feriados toda a especulação metafísica está sujeita a multa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de uma lacuna: atirei-me finalmente a &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O Castelo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, de Kafka, mas pu-lo de lado antes de acabar (hahaha percebeu?). Há algo de heróico em ler um livro sabendo que não o vamos terminar jamais. Ainda que Kafka não houvesse optado por morrer entretanto, parece que já tinha decidido deixar o livro em suspensão perpétua, como a harmonia em &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Tristão e Isolda&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; ou as obras do palácio da Ajuda. Sonharei amiúde com os destinos de K. e Frieda nas minhas poucas horas de sónia, quero dizer, de não-insónia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Exit Ghost&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, do Philip Roth, li-o até ao fim. Depois de hérnias, apendicites, artérias entupidas e outras maleitas graves que não quero aqui recordar para não arruinar o meu gaio estado de espírito matinal, o herói, Nathan Zuckerman, sofre agora de incontinência e impotência resultantes de uma prostatectomia, para além de falhas de memória que varrem por completo episódios inteiros da sua existência – ah, a não ser que isso não passe de um truque do manipulador Kliman para conseguir aquilo que pretende. Tudo somado, &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Exit Ghost &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;não é das coisas mais sólidas que se pode ler de Roth (escrevi essa frase apenas porque achei que daria uma certa dignidade crítica ao poste, mas não faço ideia se é verdade ou não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;De cada vez que se me põe a (muito recorrente) questão de ter que comprar mais estantes, apetece-me vender a livralhada toda a um alfarrabista ou oferecê-la à biblioteca de uma aldeia remota com sessenta habitantes idosos – os jovens não saberiam apreciar &lt;em&gt;Acerca do Infinito, do Universo e dos Mundos&lt;/em&gt;, do Giordano Bruno, ou &lt;em&gt;A Visão de Deus&lt;/em&gt;, do Nicolau de Cusa. Conservaria, é claro, os livros de consulta, como as obras completas do Marquês de Sade. Eu nunca quis ter móveis, sofás, frigoríficos, essas coisas que nos prendem a uma casa, a casa a uma rua, a rua a uma cidade; e a dada altura, convenhamos, os livros tornam-se mobília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas trava-me sempre a mesma incerteza: se me desfizer da minha biblioteca, como saberei que livros li?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6831110815368385606?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6831110815368385606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6831110815368385606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/dia-santo.html' title='Dia Santo'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6495642215211673695</id><published>2008-05-22T11:31:00.003+01:00</published><updated>2008-09-18T10:51:04.114+01:00</updated><title type='text'>Famílias funcionais</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A propósito de Jung: o seu avô materno era um teólogo e um visionário que apreciava uma boa conversa com os mortos, embora não se saiba ao certo de que falavam. Ele dedicou a sua vida ao estudo do hebraico, convencido que essa era a língua falada no Céu, e quando redigia sermões colocava a filha (futura mãe de Jung) atrás do seu cadeirão. A missão da menina: não permitir que o diabo espreitasse por cima do ombro do pai.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6495642215211673695?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6495642215211673695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6495642215211673695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/famlias-funcionais.html' title='Famílias funcionais'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-1051747363134188464</id><published>2008-05-20T15:28:00.005+01:00</published><updated>2008-09-18T10:51:24.111+01:00</updated><title type='text'>Consequências</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 12pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Numa viagem que empreendem juntos aos Estados Unidos, Jung relata ao seu ainda mentor e analista, Sigmund Freud, um sonho recente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;«Encontrava-me no segundo e último andar de uma casa que não conhecia, deleitando-me com o mobiliário Rococó e os magníficos quadros que pendiam das paredes. Pensava: “Nada mau, nada mau, que excelente casa é a minha”. Desci ao piso térreo para o apreciar também, mas tudo aqui, incluindo a mobília, tinha um ar medieval e as salas estavam imersas em penumbra&lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em penumbra. Numa"&gt;. Numa&lt;/st1:personname&gt; delas, descobri uma pesada porta que dava acesso a uma escadaria &lt;st1:personname st="on" productid="em pedra. Por"&gt;em pedra. Por&lt;/st1:personname&gt; ali me aventurei para atingir uma adega abobadada, que identifiquei, não sem um frémito de excitação, como sendo uma construção do período romano. Por fim, um alçapão deu-me acesso a outra escadaria, esta mais estreita, escavada na pedra e desembocando numa cave esconsa. Sob uma espessa camada de pó, vi com um estremecimento o que me pareceu serem ossadas humanas misturadas com restos de artefactos originários de alguma cultura primitiva; e, entre aquelas, dois crânios quase desintegrados, datando certamente dos primórdios da Humanidade. Foi nesse momento que acordei.»&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Jung quer ver na casa uma representação da sua própria psique, assim como a confirmação da existência de um inconsciente colectivo povoado por arquétipos; mas não o diz a Freud que, um pouco nervoso, insiste em perguntar-lhe &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;a quem &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;pertencem os crânios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É agora claro que os dois homens suspeitam um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Jung aproveita o facto de estar ainda de costas para o seu interlocutor para mentir descaradamente: «Julgo que os crânios pertencem à minha mulher e à minha cunhada». O professor de Viena recosta-se no cadeirão e permite que os músculos relaxem, satisfeito por o desejo de morte do colega e discípulo não ser dirigido contra si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Alguns dias mais tarde, Freud sonhará tranquilamente que retira uma pequena pistola de um bolsinho do colete e dispara à queima-roupa contra as costas de Carl Gustav Jung; nesse preciso instante, a mulher e a cunhada do psiquiatra suíço acordarão em sobressalto com um terrível peso no peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes acontecimentos terão consequências nas psiques de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-1051747363134188464?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1051747363134188464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1051747363134188464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/uma-mentira-verdadeira.html' title='Consequências'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2934473438000004666</id><published>2008-05-20T14:48:00.002+01:00</published><updated>2008-09-18T10:52:01.442+01:00</updated><title type='text'>Pessoa no Parque</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O céu estava enevoado como uma eleição no Zimbabwe e eu decidi apanhar o metro. Nunca tinha entrado nessa bela e algo misteriosa estação do Parque. Nos trajectos pedonais há citações de filósofos e poetas; vi-as de Heraclito, Nietzsche, Pessoa. Acredito que a maioria dos passageiros seja indiferente a Heraclito ou Nietzsche (que importa se tudo flui ou se Deus morreu?). Já Pessoa, claro, toda a gente o conhece. Ainda que assim não fosse, a citação que li – «Dói-me a cabeça e o Universo» – resume muito bem o homem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2934473438000004666?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2934473438000004666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2934473438000004666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/pessoa-no-parque.html' title='Pessoa no Parque'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-279235376078122933</id><published>2008-05-20T14:43:00.003+01:00</published><updated>2008-09-18T10:52:19.844+01:00</updated><title type='text'>Mundanidades</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É uma coisa boa que o meu dentista tenha jazz a tocar no seu gabinete: sempre contraria a ansiedade causada pelo programa da manhã no televisor da salinha de espera. Eu não lhe disse isso, é claro. A verdade é uma jóia valiosa que não devemos arriscar usar em ocasiões mundanas.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-279235376078122933?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/279235376078122933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/279235376078122933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/mundanidades.html' title='Mundanidades'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4987804467501152426</id><published>2008-05-16T09:54:00.003+01:00</published><updated>2008-09-18T10:52:40.337+01:00</updated><title type='text'>Realidade é</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O elenco de &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Feios, Porcos e Maus&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; num drama psicológico de Woody Allen.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4987804467501152426?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4987804467501152426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4987804467501152426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/realidade.html' title='Realidade é'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6689589682599425975</id><published>2008-05-16T00:06:00.006+01:00</published><updated>2008-09-18T14:24:46.486+01:00</updated><title type='text'>O Mandarim</title><content type='html'>Li algures: a angústia de ter que actualizar os blogues está a fazer disparar o número de ataques cardíacos nos EUA.&lt;br /&gt;Já imaginou? Eu com uns pós de ansiedade porque estou há dois ou três dias sem postar, e pum – um sujeito que não conheço de lado nenhum cai duro na 5ª Avenida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6689589682599425975?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6689589682599425975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6689589682599425975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/o-mandarim.html' title='O Mandarim'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4905240039195706817</id><published>2008-05-15T23:42:00.004+01:00</published><updated>2008-09-18T14:25:02.340+01:00</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SCy8sJHPjKI/AAAAAAAABhQ/tKMQbTmtf-8/s1600-h/cf080408.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200739136252644514" src="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SCy8sJHPjKI/AAAAAAAABhQ/tKMQbTmtf-8/s1600/cf080408.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cravo &amp;amp; Ferradura, DN, 8.4.2008&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4905240039195706817?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4905240039195706817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4905240039195706817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/bandeira-de-papel_15.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SCy8sJHPjKI/AAAAAAAABhQ/tKMQbTmtf-8/s72-c/cf080408.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6775230375465670833</id><published>2008-05-12T17:51:00.011+01:00</published><updated>2009-02-16T22:50:41.345Z</updated><title type='text'>As Vidas dos Filósofos: Diógenes de Sinope</title><content type='html'>Observando, certo dia, um menino que bebia água das mãos em concha, o filósofo cínico Diógenes envergonhou-se de possuir uma tigela quando comprovadamente ela não era necessária; desfez-se do objecto e passou a beber água apenas quando havia crianças por perto. Conta-se que Diógenes percorria as ruas da cidade de Atenas em pleno dia com uma lanterna acesa na mão e, quando questionado sobre a razão por que o fazia, afirmava: «Procuro um homem honesto, ou três que saibam jogar à Sueca». Alexandre o Grande, que garantia querer ser Diógenes se não pudesse ser Alexandre, deslocou-se um dia ao grande pote que o filósofo habitava e perguntou-lhe o que podia fazer por ele. Diógenes respondeu que seria supimpa se parasse de lhe tapar o sol com as peneiras, após o que o grande conquistador lhe ofereceu um corte de barba grátis. Conta-se ainda que, quando em viagem para Egina, Diógenes foi capturado por piratas e vendido como escravo. Interrogado sobre as suas aptidões laborais, respondeu que apenas conhecia o ofício de mandar e sugeriu que o vendessem a alguém que estivesse precisado de um senhor. Foi libertado por inadaptação, uma decisão que não deixaria de fazer jurisprudência. Da morte de Diógenes chegaram-nos quatro relatos, qual deles o mais verosímil: a) sofreu uma congestão por comer polvo cru; b) não resistiu à infecção de uma ferida provocada pela mordida de um cão; c) susteve a respiração; e d) nenhum dos anteriores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6775230375465670833?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6775230375465670833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6775230375465670833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/as-vidas-dos-filsofos-digenes-de-sinope.html' title='As Vidas dos Filósofos: Diógenes de Sinope'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-7683650851130557353</id><published>2008-05-12T15:24:00.010+01:00</published><updated>2008-09-18T14:25:31.119+01:00</updated><title type='text'>Da Felicidade</title><content type='html'>Estive quase dois dias sem sentidos, recuperando do livrinho de Sartre. A alternativa era o suicídio, mas, como argumentou Cioran quando lhe perguntaram por que razão insistia em viver se isso o fazia tão miserável, «não existem garantias de que depois de morto as coisas melhorem». Se não melhorassem, já pensou? Continuaria a sentir-se miserável, mas com muito pior aspecto. Além disso, e ao contrário do que a maioria parece acreditar, a pessoa feliz não é aquela que permanece num estado de patética euforia, mas a que sabe apreciar uma boa tristeza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-7683650851130557353?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7683650851130557353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7683650851130557353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/da-felicidade.html' title='Da Felicidade'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4932620606204695462</id><published>2008-05-12T15:21:00.002+01:00</published><updated>2008-09-18T14:25:45.656+01:00</updated><title type='text'>Great Expectations</title><content type='html'>«Pai, preciso de alguma coisa para guardar as minhas poesias.»&lt;br /&gt;«Ok. Tipo o quê? Uma capa?&lt;br /&gt;«Não, uma capa, não. Um baú. Como o do Pessoa.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4932620606204695462?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4932620606204695462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4932620606204695462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/great-expectations.html' title='Great Expectations'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-508305410310803581</id><published>2008-05-10T20:07:00.004+01:00</published><updated>2008-09-18T14:26:28.045+01:00</updated><title type='text'>Decerto, Hegel colocou a questão do ser das consciências</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SCX1Wiwq4rI/AAAAAAAABhI/Fdb5HCPDvys/s1600-h/JB_Letreetleneant.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198831112505975474" src="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SCX1Wiwq4rI/AAAAAAAABhI/Fdb5HCPDvys/s1600/JB_Letreetleneant.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-508305410310803581?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/508305410310803581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/508305410310803581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/decerto-hegel-colocou-questo-do-ser-das.html' title='Decerto, Hegel colocou a questão do ser das consciências'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SCX1Wiwq4rI/AAAAAAAABhI/Fdb5HCPDvys/s72-c/JB_Letreetleneant.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-953514443384921165</id><published>2008-05-08T11:47:00.012+01:00</published><updated>2008-09-18T14:26:46.280+01:00</updated><title type='text'>O Cão no Alpendre</title><content type='html'>Severino chegou a casa após um dia de trabalho particularmente cansativo e encontrou o cão à espera, no alpendre, com um par de pantufas na boca. Achou isso estranho, até porque não tinha cão. Entrou na pequena vivenda e indagou em voz alta de quem seria o bicho engraçado que o aguardara à entrada. A mulher perguntou-lhe a partir da cozinha como podia não se lembrar que era deles. Ele estranhou a pergunta, até porque não se recordava de ser casado. Subiu ao quarto, tirou a roupa, pousou-a em cima da cama e entrou na casa de banho. Estranhou o duche, até porque não se lembrava de ter cortinas com estampados de meandros gregos. Acabara de abrir a torneira quando ouviu as vozes agitadas de um homem que entrava no quarto e da mulher que o seguia. O homem abriu a porta da casa de banho, soltou um «AHÁ! EU SABIA!» e desferiu seis tiros contra a sombra para lá da cortina. Ouviu-se um tombo. Severino olhou o sangue misturando-se com a água e ponderou os recentes acontecimentos. Concluiu que só podia ter entrado inadvertidamente na casa dos vizinhos – e riu-se da distracção. Mas deitado a seu lado, ganindo e lambendo-lhe a mão, estava o cão que o esperara no alpendre com um par de pantufas na boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-953514443384921165?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/953514443384921165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/953514443384921165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/o-co-no-alpendre.html' title='O Cão no Alpendre'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-3475583976157574467</id><published>2008-05-07T21:42:00.025+01:00</published><updated>2008-09-18T14:27:01.943+01:00</updated><title type='text'>Ofélia Metafísica</title><content type='html'>Todos os dias, de manhã muito cedo e ao anoitecer, Ofélia sentava-se à janela para ouvir os pássaros que por aquelas horas sempre cantavam na rua; e sentia que a existência não era vã, que o universo não era um local frio e desolador, que a vida valia a pena ser vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o dia chegou em que, por falta de verba, os pássaros foram despedidos. Sem hora para entrar nem sair, eles começaram a vagabundear pelo bairro, sujando as roupas nos estendais e pipilando noite e dia sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofélia não soube mais o que pensar da existência, do universo e da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-3475583976157574467?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3475583976157574467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3475583976157574467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/oflia-metafsica.html' title='Ofélia Metafísica'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2124362243750813415</id><published>2008-05-07T00:01:00.003+01:00</published><updated>2008-09-18T14:27:17.522+01:00</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SCDi2eZC5fI/AAAAAAAABgA/w_EY9US6bdU/s1600-h/bc_07.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197403395484476914" src="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SCDi2eZC5fI/AAAAAAAABgA/w_EY9US6bdU/s1600/bc_07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Bandeira de Canto, JN, 2007&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2124362243750813415?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2124362243750813415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2124362243750813415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/bandeira-de-papel_07.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SCDi2eZC5fI/AAAAAAAABgA/w_EY9US6bdU/s72-c/bc_07.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-900147468355280168</id><published>2008-05-06T14:38:00.007+01:00</published><updated>2008-09-18T14:27:37.943+01:00</updated><title type='text'>Epifania</title><content type='html'>Hoje, ao fazer a barba, tive uma epifania: a minha barriga quase não se nota em jejum. Então decidi que a partir de amanhã não comeria mais. A minha filha, com quem almocei, reconheceu os aspectos positivos da ideia (mostrei-lhe a barriguinha antes e depois de almoçar), mas achou que eu ia ficar demasiado fraco para usufruir dos benefícios. Pensámos um pouco e determinámos que eu passaria a sair com mulheres apenas da parte da manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-900147468355280168?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/900147468355280168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/900147468355280168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/epifania.html' title='Epifania'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6781894985171276491</id><published>2008-05-05T22:31:00.009+01:00</published><updated>2008-09-18T14:28:02.136+01:00</updated><title type='text'>Oh, ok</title><content type='html'>Oh, ok, a verdade é que estive a ler Cioran. Tenho as obras completas, que vou consumindo aos pedacinhos porque ele deixa-me sempre à beira do suicídio.&lt;br /&gt;É certo que nunca cheguei a vias de facto, mas isso é porque os bombeiros não autorizam. Dizem que não tenho condições de segurança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6781894985171276491?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6781894985171276491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6781894985171276491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/ok-ok.html' title='Oh, ok'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-8825621941934833242</id><published>2008-05-05T19:42:00.002+01:00</published><updated>2008-09-18T14:28:23.618+01:00</updated><title type='text'>Pergunta</title><content type='html'>Eu queria muito escrever um poste com graça ainda hoje, mas está difícil. Posso escrever dois sem graça?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-8825621941934833242?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8825621941934833242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8825621941934833242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/pergunta.html' title='Pergunta'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-5351729076582515701</id><published>2008-05-04T22:54:00.003+01:00</published><updated>2008-05-04T22:56:46.772+01:00</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SB4w3OZC5dI/AAAAAAAABfw/LHrcIdNPF-E/s1600-h/cf_07_set_nov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196644745346213330" src="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SB4w3OZC5dI/AAAAAAAABfw/LHrcIdNPF-E/s1600/cf_07_set_nov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cravo &amp;amp; Ferradura, DN, Setembro-Novembro 2007&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-5351729076582515701?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5351729076582515701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5351729076582515701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/bandeira-de-papel.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SB4w3OZC5dI/AAAAAAAABfw/LHrcIdNPF-E/s72-c/cf_07_set_nov.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2219937484377278357</id><published>2008-05-04T14:37:00.040+01:00</published><updated>2008-05-04T22:16:04.436+01:00</updated><title type='text'>Retrato do Artista enquanto Jovem Indolente</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SB2_N-ZC5cI/AAAAAAAABfo/BXOu9WY7HVQ/s1600-h/JB_cec.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196519791862670786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SB2_N-ZC5cI/AAAAAAAABfo/BXOu9WY7HVQ/s400/JB_cec.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;O dia de ontem começou ao som de trombetas marciais e rufar de tambores. Eu espiei a rua através da janela, decidido a defender bravamente o castelo ou perder o sono tentando, mas soube que apenas me restava a capitulação quando percebi que os bombeiros tinham capturado as crianças do povoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei o corpinho por água fria (ahahah mentira, era quente, mas achei que escrever isso me daria um ar destemido) e dirigi-me ao baú do e-mail atrasado. Ainda respondi a umas estudantes universitárias que querem fazer o meu «perfil» – podem talvez começar por dizer que eu respondo aos e-mails num ritmo, eeeh, pausado – e a mais duas ou três missivas electrónicas que tratavam de questões imperiosamente inadiáveis desde o ano passado. Foi então que senti uma vontade irreprimível de descobrir o caminho marítimo para o Quebeque, passando pelo café e pela banca dos jornais, e determinei continuar o trabalho epistolar mais tarde nesse dia. Não aconteceu. Talvez hoje, mas estou com tanto que fazer, tanto que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga que sabe como eu sou relapso com a correspondência enviou-me um e-mail contendo apenas um ponto de interrogação. Bolas, como ela é esperta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os canadianos em geral, e em particular os do Quebeque, não sabem falar francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uísque canadiano (argh) grafa-se &lt;em&gt;«whiskey»&lt;/em&gt;, como aliás o americano e o irlandês. Até agora, só o uísque escocês gozava do privilégio de ser escrito sem o &lt;em&gt;e&lt;/em&gt;, assim:&lt;em&gt; «whisky»&lt;/em&gt;. Digo até agora, porque um uísque japonês foi há dias considerado o melhor do mundo, e &lt;em&gt;eles&lt;/em&gt; já admitiram que o copiaram descaradamente dos escoceses no início do século passado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A principal diferença entre os uísques escocês e irlandês: o escocês fuma durante o processo de destilação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi o iluminado do Pascal quem primeiro disse que o coração tem razões que a razão desconhece, o que não deixa de ser extraordinário vindo de alguém com nome de linguagem de programação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Agora perdi-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Com todas as vaquinhas, ovelhas, flores, formigas, cobras repelentes e natureza em geral à sua espera lá fora para o atacar, o meu filho mais novo estava há quase dois dias deitado no chão a ver TV. O livro de citações edificantes não produziu qualquer efeito, nem mesmo quando o atingiu na cabeça; restava-me partir para a violência. Inspirando-se num episódio do Dr. House (que para azar dele eu também vi), ele diz agora que não se pode pôr de pé porque tem «um rim pendurado» por causa das cócegas que lhe fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escudado nas diferenças ontológicas entre televisor e monitor de PC, pôs-se a jogar SIMS. Tinha pedido um bolo numa esplanada virtual, mas uma mulher que ele diz não saber quem seja levou-lhe a guloseima e sentou-se noutra mesa a comê-la. Ante a indignação do rapaz, tive que lhe explicar que é isso que elas fazem – roubam-nos bolos nas esplanadas. É certo que raras vezes os roubam &lt;em&gt;inteiros&lt;/em&gt;. Ele apanhou uma das tesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra o meu conselho, o rapazito está neste momento a tentar roubar o bolo de volta. Vai ser um massacre, mas pode ser que ele tire algum ensinamento disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2219937484377278357?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2219937484377278357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2219937484377278357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/notas-soltas-de-um-fim-de-semana.html' title='Retrato do Artista enquanto Jovem Indolente'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SB2_N-ZC5cI/AAAAAAAABfo/BXOu9WY7HVQ/s72-c/JB_cec.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2790454444903417292</id><published>2008-05-03T01:24:00.018+01:00</published><updated>2008-05-03T19:33:17.201+01:00</updated><title type='text'>Segismundo e Bradamundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SBxSPOZC5bI/AAAAAAAABfg/5WN2P3bkvpM/s1600-h/jb_segismundo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196118491593369010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SBxSPOZC5bI/AAAAAAAABfg/5WN2P3bkvpM/s400/jb_segismundo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Séculos antes de Gladstone e Disraeli sonharem com prazer que enfiavam as cabeças duras um do outro em taças de ponche, o cavaleiro liberal Segismundo e o cavaleiro conservador Bradamundo, seus mentores, pelejaram pela coroa de um pequeno reino muito próspero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segismundo parecia haver ganho terreno quando lançou a ideia, aliás mais tarde retomada por Gladstone, de que o liberalismo supõe confiança nas pessoas temperada com prudência, ao passo que o conservadorismo se alimenta de desconfiança nas pessoas temperada com medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tal ouvindo, Bradamundo atemorizou-se e cortou a cabeça ao adversário, o qual se calou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os juízes da lide não precisaram de muito tempo para declarar o golpe ilegal, e os habitantes do reino, que acima de tudo eram justos, antes quiseram coroar a cabeça sem vida do pretendente caído que oferecer o trono a um destemperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Na era vitoriana, o pequeno reino prosperava ainda; e os seus habitantes, dizia-se, continuavam justos. Quando algum forasteiro lhes perguntava se estavam satisfeitos com o seu rei, diziam: &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Segismundo, o Liberal? Não reina nem bem, nem mal. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2790454444903417292?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2790454444903417292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2790454444903417292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/segismundo-e-bradamundo.html' title='Segismundo e Bradamundo'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SBxSPOZC5bI/AAAAAAAABfg/5WN2P3bkvpM/s72-c/jb_segismundo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2431736475811999540</id><published>2008-05-02T09:14:00.004+01:00</published><updated>2008-05-02T11:21:34.905+01:00</updated><title type='text'>No simulacro de Juízo Final</title><content type='html'>No simulacro de Juízo Final todo o mundo ria e galhofava, e os condenados aos infernos soltavam ais insinceros e faziam um grande esforço para parecerem chateados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2431736475811999540?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2431736475811999540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2431736475811999540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/no-simulacro-do-juzo-final.html' title='No simulacro de Juízo Final'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-3874100765464207362</id><published>2008-05-01T12:15:00.007+01:00</published><updated>2008-05-02T01:24:46.667+01:00</updated><title type='text'>Rodrigues</title><content type='html'>Hoje estou sem tempo, mas não faz mal porque eu também não saberia o que dizer &lt;a href="http://rodriguesnanet.blogspot.com/"&gt;deste blogue&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se eu usasse etiquetas: Bebés, Buxtehude, gatos, maternidade, Nikon, sem palavras&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-3874100765464207362?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3874100765464207362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3874100765464207362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/05/rodrigues.html' title='Rodrigues'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-7909954965545306062</id><published>2008-04-30T11:42:00.022+01:00</published><updated>2008-04-30T12:55:23.672+01:00</updated><title type='text'>Como comportar-se num concerto</title><content type='html'>Leve sempre um cachecol comprido que o faça notado, de preferência em linho e numa cor forte. O importante é que não condiga com nada que traga vestido. Diga que perdeu a conta às constipações que apanhou naquela sala «com a merda do ar condicionado» e deixe no ar a possibilidade de um processo judicial. Acrescente qualquer coisa sobre o mal que «aquilo» faz à voz dos cantores líricos e os efeitos deletérios que tem na afinação das cordas de tripa. Nunca use gravata, a não ser que tencione vender automóveis no intervalo: uma gravata dar-lhe-á o ar de quem está ali com bilhetes oferecidos por uma multinacional de restauração. Acene brevemente para o solista quando ele entrar, apenas o suficiente para que os vizinhos do lado pensem que o conhece. Com todas as luzes apontadas ele mal conseguirá ver-lhe a cara, pelo que, com sorte, corresponderá com um sorriso e um aceno de cabeça. Se o solista for um homem e cometer esse erro, ignore-o com soberba. Se for mulher, atire-lhe um beijo e grite com voz rouca &lt;em&gt;«ti aspetto dopo il concerto, cara mia»&lt;/em&gt;. Se o leitor for do belo sexo, aja exactamente da mesma maneira. Antes do início do concerto, tussa bastante e deixe cair o programa ao chão duas ou três vezes, fazendo algum ruído; durante o concerto, tussa quanto baste e deixe cair o programa ao chão duas ou três vezes, fazendo algum ruído. Tomá-lo-ão por um conhecedor &lt;em&gt;blasé&lt;/em&gt; cujo grau de exigência o condena a uma inevitável desilusão. Em dois ou três pontos aleatórios do programa, bufe e murmure «inacreditável». A admiração por si converteu-se já em profundo respeito, medo até: é agora um Dr. House da música erudita. Não estrague tudo cometendo o erro de acompanhar a música com movimentos de cabeça ou batendo o pezinho. Mantenha-se hirto e boceje de vez em quando, pigarreando sempre. No fim do concerto, se constatar que a audiência se levanta de forma espontânea (o que acontece quase sempre nos mais badalados), permaneça sentado e bata algumas palmas em ritmo de condescendência. Nunca aplauda em primeiro lugar, a não ser que conheça o programa de trás para frente e saiba exactamente quando termina a obra. Nesse caso, tente ser o primeiro a fazê-lo. Se alguém se antecipar, verifique se o seu rival traz um cachecol comprido. Se sim, grite um «Bravo!». Se não, olhe-o com desdém e abane a cabeça em sinal de reprovação. Se constatar que ninguém aplaude de pé, levante-se e aplauda com veemência. Em dois minutos, toda a plateia estará em pé, imitando-o. Se não estiver, faça como Charles Ives e chame-lhes maricas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-7909954965545306062?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7909954965545306062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7909954965545306062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/como-comportar-se-num-concerto.html' title='Como comportar-se num concerto'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2593329017021663929</id><published>2008-04-30T01:31:00.005+01:00</published><updated>2008-04-30T16:22:52.048+01:00</updated><title type='text'>Triplo salto</title><content type='html'>Saltou a primeira vez, depois a terceira, e ao falhar arrependeu-se de ter saltado a segunda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2593329017021663929?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2593329017021663929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2593329017021663929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/triplo-salto.html' title='Triplo salto'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6648939691748239610</id><published>2008-04-29T20:12:00.018+01:00</published><updated>2008-05-03T19:42:27.884+01:00</updated><title type='text'>Lede, oh presumidos, e envergonhai-vos</title><content type='html'>O Pedro Lamy venceu os 1000 Km de Monza. Fico contente por ele. Se sou aficcionado do desporto automóvel? Bem, não, não sei o suficiente sobre motores de combustão interna, à excepção dos Wenkel de dois tempos. Esses não têm segredos para mim. Mas acho o Pedro Lamy um piloto fora de série, uma excelente pessoa e um rapaz da mais fina sensibilidade desde que ele disse, num daqueles inquéritos de Verão que o Diário de Lisboa fazia, que o que mais apreciava ler no jornal era os cartoons (conheço muito quem partilhe dessa preferência, mas poucos teriam coragem de admitir em público que se atiravam aos bonecos antes sequer de ler a análise da conjuntura económica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha-me metido com o Lamy pouco tempo antes, precisamente nas páginas do DL, por causa daquele azar irritante de os carros lhe rebentarem nas mãos com a meta à distância de uma pedrada. Não sei onde anda esse boneco, mas lembro-me que tinha desenhado o nosso piloto de F1 deitado no sofá do psicanalista. Estava um Freud sentado atrás dele, tomando notas, e o Lamy dizia: «já em pequenino, quando íamos ao Porto, o carro avariava-se sempre em Vila Nova de Gaia».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele, uns tempos depois, desarma-me com aquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6648939691748239610?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6648939691748239610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6648939691748239610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/lede-oh-presumidos-e-envergonhai-vos.html' title='Lede, oh presumidos, e envergonhai-vos'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4040748233733372051</id><published>2008-04-29T17:27:00.020+01:00</published><updated>2008-04-29T18:13:28.386+01:00</updated><title type='text'>Goethe, Mozart e Elvira Madigan assistiam à TV por cabo quando de repente</title><content type='html'>&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/df-eLzao63I&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/df-eLzao63I&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Conheço bem os critérios que os publicitários utilizam para escolher bandas sonoras, mas não serei eu quem trará à profana luz do dia segredos profissionais escondidos há séculos nessas caves esconsas e húmidas. O estafeta que atira a moeda ao ar escolheu desta vez o &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;andante&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; do Concerto para Piano nº 21, de Mozart, para o novo anúncio de TV da «ZON TV Cabo». Amadeus não era assim honrado desde que alguns anos atrás uma marca de papel higiénico deitou mão do seu &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Et Incarnatus Est&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;,&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;da Missa em Dó menor, para um comercial de rádio e TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Mas o supracitado &lt;em&gt;andante&lt;/em&gt; tem já uma história recente agitada. Ele foi utilizado, no final dos anos 60, por um realizador sueco, Bo Widerberg (nessa época a Suécia tinha dois realizadores), no seu filme &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Elvira Madigan&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;. Por um desses fenómenos de contaminação tão frequentes na sociedade pós-moderna, o nome surge hoje impresso em quase todas as gravações do Concerto para Piano nº 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;O filme, que eu apenas tive oportunidade de ver há poucos anos (no final dos anos 60 eu tinha um interesse limitado em cinema sueco), baseava-se num caso verdadeiro de amor que tivera lugar um século atrás e que acabara de forma trágica. Um tenente de cavalaria sueco – são sempre tenentes e sempre de cavalaria, embora raramente suecos – e uma funâmbula dinamarquesa, Elvira Madigan, tomaram-se de paixão incontrolável. O oficial de 35 anos, Sixten Sparre, abandonou mulher e filhos e desertou do exército para fugir com a equilibrista, de apenas 21. Perseguidos e sem dinheiro, tomaram uma decisão de acordo com o espírito que Goethe inaugurara um século antes com o seu &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Werther&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;. Após um piquenique na floresta em que gastaram as últimas moedas, o tenente Sparre disparou contra Elvira e depois contra si mesmo com o revólver do exército. Como é de lei em ocasiões do género, os corpos estavam juntinhos quando os encontraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Sixten Sparre e Elvira Madigan morreram em 1889. Mozart escreveu o Concerto para Piano nº 21 em 1785, onze anos após a publicação de &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Werther.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:Georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Veja &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fUmYiyjnJuk" target="new"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; algumas cenas do filme. Não consigo imaginar o que passou pela cabeça de quem fez o clip para lhe enfiar essa banda sonora. Nem sei o que é, soa a banda americana melosa de há umas décadas, tipo Boston. É como assistir a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E Tudo o Vento Levou&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; ao som dos Beach Boys&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:85%;" &gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4040748233733372051?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4040748233733372051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4040748233733372051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/elvira.html' title='Goethe, Mozart e Elvira Madigan assistiam à TV por cabo quando de repente'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2956024399854959997</id><published>2008-04-29T12:16:00.007+01:00</published><updated>2008-04-29T19:55:44.108+01:00</updated><title type='text'>Correntes</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://garden-of-philodemus.blogspot.com/2008/04/um-prmio.html" target="new"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://senhorasocrates.blogspot.com/2008/04/e-se-um-dia-algum-se-lembrar-de-o.html" target="new"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; distinguem-me, e eu, fingindo-me humilde mas na verdade quase rebentando de volúpia como uma boa digerindo um elefante, agradeço. Baixo ainda o pescoço para que nele me pendurem a corrente que ganhei &lt;/span&gt;&lt;a href="http://omundoperfeito.blogspot.com/2008/04/no-me-importo-de-tratar-da-sade-ao.html" target="new"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; e a que ainda devo ao &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/" target="new"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Casanova&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Pode demorar um pouco, mas tereis notícias minhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2956024399854959997?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2956024399854959997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2956024399854959997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/correntes.html' title='Correntes'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-1662598324133688969</id><published>2008-04-27T00:54:00.001+01:00</published><updated>2008-04-27T01:45:20.362+01:00</updated><title type='text'>Nanoconto de horror</title><content type='html'>&lt;em&gt;Erguer a laje era a parte fácil.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-1662598324133688969?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1662598324133688969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1662598324133688969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/nanoconto-de-horror.html' title='Nanoconto de horror'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-3049799797001969816</id><published>2008-04-27T00:03:00.002+01:00</published><updated>2008-04-27T00:01:58.001+01:00</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SBOWBeZC5OI/AAAAAAAABd4/MROE3uNRpRE/s1600-h/cf080426.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193659747370460386" src="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SBOWBeZC5OI/AAAAAAAABd4/MROE3uNRpRE/s1600/cf080426.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cravo &amp;amp; Ferradura, DN, 26.4.2008&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-3049799797001969816?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3049799797001969816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3049799797001969816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/bandeira-de-papel_27.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SBOWBeZC5OI/AAAAAAAABd4/MROE3uNRpRE/s72-c/cf080426.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4157400114517575681</id><published>2008-04-26T18:01:00.005+01:00</published><updated>2008-04-27T02:08:54.596+01:00</updated><title type='text'>Isto é que eu achava bem que a mocidade soubesse</title><content type='html'>&lt;em&gt;1 – Quem foi o primeiro presidente da Refer?&lt;br /&gt;2 – Quantos quilos tinha Mário Soares quando combateu o totalitarismo?&lt;br /&gt;3 – Quantos anos tinha Paulo Portas quando combateu o sarampo?&lt;br /&gt;4 – Qual a alcunha do carteirista das 12:30 na carreira do eléctrico 28?&lt;br /&gt;5 – Quantos deputados têm os restaurantes de S. Bento à hora de almoço?&lt;br /&gt;6 – Quem foi o primeiro presidente da junta?&lt;br /&gt;7 – Com quantos paus se faz uma canoa?&lt;br /&gt;8 – Que acontece a uma canoa se algum barco a abalroa?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;9 – Etc.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4157400114517575681?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4157400114517575681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4157400114517575681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/coisas-assim-que-eu-achava-bem-que.html' title='Isto é que eu achava bem que a mocidade soubesse'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-3850168555888565087</id><published>2008-04-26T13:10:00.007+01:00</published><updated>2008-04-27T02:08:14.065+01:00</updated><title type='text'>Ninguém espera a Inquisição Indiana</title><content type='html'>Tendo que escolher entre ficar fechado numa carruagem de metro com inquisidores ou com bruxas, eu provavelmente escolheria as bruxas: inquisidores não conseguem transformar-se em miúdas giras. Torturem-me com galinha tandoori que eu rirei muito alto e não mudarei de opinião. Li no meu tempo (como eu gosto desta expressão, &lt;em&gt;no meu tempo&lt;/em&gt;, ainda há uns anos não a poderia ter usado) o &lt;em&gt;Malleus Maleficarum&lt;/em&gt;, da dupla Sprenger &amp;amp; Kramer, e achei as bruxas pess... criaturas interessantes e com as quais se pode passar um serão divertido. Dificilmente se poderá dizer o mesmo desses dominicanos psicopatas que nunca tomavam banho e passavam a vida a fazer perguntas às pessoas. Todos sabemos o quanto isso é chato, sobretudo se as perguntas são do género quantos deputados tem o parlamento ou qual foi o primeiro presidente eleito depois do 25 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importo que a minha vizinha de frente deite cartas, o de baixo seja vidente e o de cima economista. Ok, admito que o economista me perturba um bocadinho. Enfim: cada um acredita no que quer, olhe a psicanálise lacaniana e a língua basca. Desde que não me atirem coisas sem cabeça para cima dos lençóis lavados, por mim tudo bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-3850168555888565087?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3850168555888565087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3850168555888565087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/ningum-espera-inquisio-indiana.html' title='Ninguém espera a Inquisição Indiana'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-1316816582331701768</id><published>2008-04-26T13:06:00.003+01:00</published><updated>2008-04-26T16:06:39.973+01:00</updated><title type='text'>Not Toulouse</title><content type='html'>Consegue pior, melómano leitor, que assistir hoje ao &lt;em&gt;Parsifal&lt;/em&gt;, de Wagner (Mezzo, 19:30). Não cometa o erro grosseiro de lhe chamar ópera: trata-se, sim, de &lt;em&gt;ein bühnenweihfestspiel&lt;/em&gt;, que é uma coisa completamente diferente. Se Wagner o chateia (não vejo porquê), tem bom cinema mexicano praticamente à mesma hora, &lt;em&gt;guay&lt;/em&gt;: «Amor Cão» (&lt;em&gt;Amores Perros&lt;/em&gt;, TVC3, 19:25)&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Last but not least&lt;/em&gt;, sugestão de leitor, a Antena 2 passa Donizetti: &lt;em&gt;La Fille du Regiment, &lt;/em&gt;a partir das 18:30.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-1316816582331701768?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1316816582331701768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1316816582331701768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/not-toulouse_26.html' title='Not Toulouse'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-5720612387897146954</id><published>2008-04-24T14:10:00.002+01:00</published><updated>2008-04-24T14:11:57.616+01:00</updated><title type='text'>Inevitável</title><content type='html'>Tirou a carta de condução no dia 24 de Abril de 74. Era inevitável que alguém, um dia, lhe dissesse que esse fora o último crime do fascismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-5720612387897146954?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5720612387897146954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5720612387897146954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/inevitvel.html' title='Inevitável'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6164024833149975539</id><published>2008-04-23T14:35:00.023+01:00</published><updated>2008-04-23T23:24:31.044+01:00</updated><title type='text'>Dois Dias na Vida de Francis de Atenas</title><content type='html'>Francis de Atenas passara mais uma noite combatendo a insónia, esse monstro verde de olhos de sangue, ou talvez a Lurdes – ele nunca conseguia distinguir entre os dois. Tinha os olhos magoados como bolas de golfe após uma pancada de ferro 3. Essa pareceu-lhe uma imagem apropriada, apesar de nada saber de golfe, e ele sentiu-se satisfeito por a ter engendrado. Quis anotá-la (um dia ele escreveria uma &lt;em&gt;Crónica do Que Sucedeu neste Reino durante as Insónias de Francis de Atenas&lt;/em&gt;), mas a treva que velava o quarto não lhe permitiu encontrar a escrivaninha. Arrastou-se até à janela, guiado por um cabelo de luz que dali vinha, correu o enorme reposteiro com um gesto dramático e abriu as portadas de madeira. O sol bateu na face de Lurdes como o capitão Bligh num marinheiro, mas ela não parou de ressonar. Francis de Atenas correu para a escrivaninha, abriu o tampo e estacou, lívido, com a mão a poucos centímetros da pena de pato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecera-se do que queria escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou as bolas de golfe na direcção de Lurdes. Ela estava a dormir ininterruptamente desde o baile de máscaras de duas noites atrás, quando o forçara a levá-la, fantasiada de Eva, ao palacete de Rodrigues, o Trácio. Francis suou ao lembrar-se do trabalho que haviam tido para lhe vestir a folha de figueira sem a rasgar. A máscara fora um sucesso, claro, e ele tivera que arrancar a mulher das mãos e do resto do corpo de Adão, isto é, de Fred de Mégara, que se afadigava a ensinar a Eva o que o Criador não teria querido que ela de forma alguma aprendesse, muito menos durante um baile de máscaras e com um copo de champanhe na mão. E agora ali estava Lurdes, ressonando como uma gaita de foles tocada por um inca aflito para ir à casa de banho, e impedindo o marido de se lembrar das ideias para a sua &lt;em&gt;Crónica do que Sucedeu, etc&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entorpecido pela privação do sono, Francis deitou-se na cama de dossel e, fechando os olhos, tentou recordar-se da frase que inventara sobre bolas de golfe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Deus existe, porque permite a coincidência? Não sei, mas no preciso momento em que Francis fechou os olhos, Lurdes acordou. Ela conferiu a data e a hora no relógio electrónico e fungou. Depois olhou para a janela aberta e, por fim, para o marido, que dormia já profundamente. Então abanou-o com força, meio zangada por ele estar a dormir havia já dois dias e, ainda por cima, ressonando daquela maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6164024833149975539?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6164024833149975539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6164024833149975539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/dois-dias-na-vida-de-francis-de-atenas.html' title='Dois Dias na Vida de Francis de Atenas'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4345512662309040792</id><published>2008-04-22T19:54:00.012+01:00</published><updated>2008-04-22T21:01:46.704+01:00</updated><title type='text'>A trilha</title><content type='html'>Uma amiga fala-me dos problemas que tem com um vizinho. Eu tento aligeirar a conversa sugerindo que lhe deite um mau-olhado. Ela ri (claro) e responde que nunca o faria (ora, eu sei, eu sei), até porque isso seria «abrir a porta» (hem?). Ela percebe a minha expressão de Dorian Gray olhando o retrato do Mal e explica-me que «quem abre a porta fica vulnerável». Então eu, fingindo que não estou com muito medo, felicito-a por se manter firme na trilha da racionalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4345512662309040792?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4345512662309040792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4345512662309040792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/mau-olhado.html' title='A trilha'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4723707048416058663</id><published>2008-04-22T18:05:00.010+01:00</published><updated>2008-04-23T15:15:05.837+01:00</updated><title type='text'>Singelos pensamentos de um insone</title><content type='html'>&lt;em&gt;A pessoa prudente pensa duas vezes antes de agir. O esquizofrénico, quatro. O insone pensa até de madrugada e na altura de agir adormece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O insone pensa muito; logo, o insone existe muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegue um livro e o sono vem. Largue o livro e o sono foge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O motejo acima aplica-se sobretudo à lírica de Camões, em particular quando vertida para romeno.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insónia é uma amostra grátis de eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O insone é um vivo compulsivo.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Este insone pede desculpa pela pobreza e falta de profundidade destes singelos pensamentos. Eles são a prova de que tentar usar o cérebro durante uma insónia é como tentar guiar máquinas agrícolas depois de engolir um frasco de soníferos: nunca se consegue encontrar uma para ver no que dá.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4723707048416058663?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4723707048416058663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4723707048416058663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/singelos-pensamentos-de-um-insone.html' title='Singelos pensamentos de um insone'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2664001524874871556</id><published>2008-04-22T17:50:00.008+01:00</published><updated>2008-04-22T19:39:31.172+01:00</updated><title type='text'>Dois centímetros vírgula sete</title><content type='html'>O dentista ia atirando uns números à assistente enquanto «limpava os canais». De início pensei que devia ser apenas para armar, que nenhum daqueles termos fazia sentido e que eles estavam a rir muito, lá por baixo das máscaras antissépticas, e a piscar o olho um ao outro. Que realidade médica podia existir por detrás de um «15-31»? Assim que os meus queixos saíram do limbo, confrontei o doutor. Ele pareceu contente por eu me interessar pelos arcanos da odontologia (tem conversado com o seu dentista ultimamente, leitor?) e explicou-me que os números representam, afinal, simples milímetros. Depois mostrou-me uma radiografia do dente que estivera a tratar e gabou-lhe a imponência: tem 27 mm de comprido e quase atravessa a mandíbula de um lado ao outro. «Mas isso são dois centímetros vírgula sete!», impressionei-me eu, e ele confirmou, «Dois centímetros vírgula sete».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti-me muito homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2664001524874871556?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2664001524874871556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2664001524874871556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/dois-centmetros-vrgula-sete.html' title='Dois centímetros vírgula sete'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-8984218264678288323</id><published>2008-04-21T10:13:00.002+01:00</published><updated>2008-04-21T10:15:23.599+01:00</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SAxa9aHcRfI/AAAAAAAABdw/nXwNgNeJ-ak/s1600-h/cf050304.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191624481480394226" src="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SAxa9aHcRfI/AAAAAAAABdw/nXwNgNeJ-ak/s1600/cf050304.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cravo &amp;amp; Ferradura, DN, 4.3.2005&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-8984218264678288323?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8984218264678288323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8984218264678288323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/bandeira-de-papel_21.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SAxa9aHcRfI/AAAAAAAABdw/nXwNgNeJ-ak/s72-c/cf050304.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4870151087426374224</id><published>2008-04-21T00:53:00.005+01:00</published><updated>2008-04-21T01:06:10.047+01:00</updated><title type='text'>Limite</title><content type='html'>O poeta e cronista Manuel António Pina disse-me um dia que não existem frases tão importantes que não possam ser excluídas de um texto. Tinha razão, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As experiências que levei a cabo mostraram-me que num volume de, digamos, quatrocentas páginas, existem não mais que dez ou vinte de informação relevante, e que mesmo essas, em havendo arrojo e querer, podem ser dispensadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No limite, um livro pode ser condensado num título que não contenha uma única palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultrapassado esse limite, deixam de existir garantias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4870151087426374224?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4870151087426374224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4870151087426374224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/limite.html' title='Limite'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-8404814945227654759</id><published>2008-04-21T00:21:00.002+01:00</published><updated>2008-04-21T00:52:33.992+01:00</updated><title type='text'>Impulso</title><content type='html'>Ao contrário do que sucede com os filhos dos outros, que são broncos, horrorosos e intratáveis, os nossos filhos são espertos, bonitos e simpáticos. A natureza faz com que os vejamos assim para que não sintamos o compreensível impulso de os vender na primeira oportunidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-8404814945227654759?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8404814945227654759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8404814945227654759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/impulso.html' title='Impulso'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-1532625786847948002</id><published>2008-04-20T15:54:00.005+01:00</published><updated>2008-04-20T23:21:13.454+01:00</updated><title type='text'>O assassino confesso de Guilherme de Orange</title><content type='html'>A enumeração dos suplícios a que foi submetido o assassino confesso de Guilherme de Orange não constitui matéria para ouvidos delicados. Do vulgar arrancar de unhas ao sofisticado esmagamento de pés em calçado de ferro e madeira, Balthasar Gérard tudo suportou com uma tranquilidade que causou espanto. Divina, asseguraram os católicos. Diabólica, gritaram os protestantes. De doido varrido, pensaram baixinho os ateus. Nas palavras do americano John Lothrop Motley, que muito mais tarde escreveu uma História da Ascensão da República Holandesa, Gérard não era «nem completamente fanático, nem inteiramente rufia, antes combinava as mais perigosas características de ambos». Mas que no homem havia algo de profundamente perturbador, isso havia – bastava vê-lo na amena cavaqueira com quem quer que estivesse por perto nos intervalos das sessões de tortura, durante as quais, em contraste, não soltava sequer um ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sentença do tribunal – «indigna daquele que era suposto vingar», escreveu Motley, embora eu mantenha prudente reserva quanto ao que possa ter escrito alguém com o seu corte de cabelo – foi zelosamente cumprida perante uma assistência, se não selecta, pelo menos interessada. Em jeito de prelúdio simbólico, queimaram a mão direita do condenado com um ferro em brasa. Enterraram-lhe depois pinças até aos ossos em seis locais diferentes e, puxando-as, arrancaram quanta carne ali havia. Gérard foi então esquartejado e esventrado vivo. Os holandeses possuíam naquele tempo fama de mercadores chatos, gente obtusa sempre vestida de preto que só pensava em acumular florins e não ia a um cinema, mas tinham ideias muito precisas sobre como tornar interessante um domingo de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um supliciado do calibre de Balthasar Gérard não aparecia todos os dias (e quantos Guilherme de Orange havia para assassinar?), pelo que os executores estavam na disposição de fazer render o arenque sem cobrar horas extraordinárias. No ponto em que o haviam estripado, porém, deu-se um pequeno incidente, aparentemente sem importância mas que os deixou à beira de um ataque de nervos: uma lasca rebelde atingiu a orelha do homem que, a camartelo, destruía a arma com que Gérard cometera o crime. Como sempre acontece quando alguém perde a face em público, ouviu-se uma gargalhada geral. Mas o gargalhar transformou-se num murmúrio de assombro no momento em que a assistência percebeu que Gérard – ou a amálgama de carne, sangue e ossos que fora Balthasar Gérard – sorria também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente simples e temente a Deus, povo e verdugos tiveram medo. Apressaram-se a arrancar-lhe o coração e a atirar-lho à cara; só então a expressão de divertimento desapareceu da face do assassino confesso de Guilherme de Orange.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-1532625786847948002?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1532625786847948002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1532625786847948002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/o-assassino-confesso-de-guilherme-de.html' title='O assassino confesso de Guilherme de Orange'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2114210263120236425</id><published>2008-04-20T15:44:00.004+01:00</published><updated>2008-04-20T15:54:34.486+01:00</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SAtXBaHcReI/AAAAAAAABdo/TfjAXAb8P2A/s1600-h/bc080417.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191338677176649186" src="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SAtXBaHcReI/AAAAAAAABdo/TfjAXAb8P2A/s1600/bc080417.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Os 5-3) Bandeira de Canto, JN, 17.4.2008&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2114210263120236425?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2114210263120236425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2114210263120236425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/bandeira-de-papel_20.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SAtXBaHcReI/AAAAAAAABdo/TfjAXAb8P2A/s72-c/bc080417.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6610386337562637766</id><published>2008-04-17T20:57:00.006+01:00</published><updated>2008-04-17T21:29:39.294+01:00</updated><title type='text'>Not Toulouse</title><content type='html'>Já que falo de editores e derivados: mesmo que o leitor seja um daqueles poucos portugueses que não lêem – não há contradição, alguns estudantes não estudam, alguns escritores não escrevem, etc. –, mesmo que seja daqueles poucos portugueses que, dizia eu, não lêem, ainda assim pode ler sobre ler na &lt;a href="http://ler.blogs.sapo.pt/" target="new"&gt;Ler&lt;/a&gt; (entendeu? &lt;em&gt;Ler sobre ler na...&lt;/em&gt; eh, ok). Também pode (e deve) ler o &lt;a href="http://sinusitecronica.blogs.sapo.pt/" target="new"&gt;Sinusite Crónica&lt;/a&gt;, um ninho de gente talentosa unida pela triste condição clínica. E as saudades que eu tinha de ler o &lt;a href="http://sinusitecronica.blogs.sapo.pt/20654.html" target="new"&gt;Nuno Costa Santos&lt;/a&gt;! Gente assim devia ser proibida. Pronto, já disse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6610386337562637766?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6610386337562637766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6610386337562637766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/not-toulouse.html' title='Not Toulouse'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-818814205103423013</id><published>2008-04-17T16:45:00.011+01:00</published><updated>2008-04-17T19:57:45.536+01:00</updated><title type='text'>Naturalmente</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SAednG4-1iI/AAAAAAAABdc/jRsawHhS6Gc/s1600-h/jb_teccontas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190290390757856802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SAednG4-1iI/AAAAAAAABdc/jRsawHhS6Gc/s200/jb_teccontas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se os livros de poesia são traduzidos por poetas, como se explica que as editoras não tenham o mesmo grau de exigência em relação aos livros de humor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deviam, naturalmente, ser traduzidos por revisores oficiais de contas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-818814205103423013?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/818814205103423013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/818814205103423013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/naturalmente.html' title='Naturalmente'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/SAednG4-1iI/AAAAAAAABdc/jRsawHhS6Gc/s72-c/jb_teccontas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-5573328336109247850</id><published>2008-04-17T11:50:00.006+01:00</published><updated>2008-04-17T20:32:20.184+01:00</updated><title type='text'>Ervilhas com ovos</title><content type='html'>Olho as ervilhas com ovos escalfados e lembro-me da primeira refeição que cozinhei. Era um bife com batata frita e ovo a cavalo, mas parecia ervilhas com ovos escalfados. Para dizer a verdade, &lt;em&gt;sabia&lt;/em&gt; a ervilhas com ovos escalfados. Eu andava pelos meus dezoito anos, tinha acabado de sair de casa dos pais – dos meus, bem entendido – e estreava a &lt;em&gt;kitchenette&lt;/em&gt; de um pequeno apartamento. Desci à rua umas vinte vezes enquanto cozinhava. A primeira para comprar o bife, os ovos e as batatas. A segunda para comprar uma faca capaz de cortar casca de batata. A terceira, para comprar uma frigideira e uma fritadeira. A quarta, para comprar margarina, óleo de fritar e temperos. A quinta... bem, acho que já percebeu a ideia. A última saída foi para comprar detergente para a loiça e um bolo para tirar o gosto horrível que tinha ficado na boca. Olhe, sabe que mais? Eu como essas ervilhas com ovos depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-5573328336109247850?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5573328336109247850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5573328336109247850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/ervilhas-com-ovos.html' title='Ervilhas com ovos'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-5088939802494957973</id><published>2008-04-16T10:01:00.026+01:00</published><updated>2008-04-21T01:29:04.040+01:00</updated><title type='text'>Um Funâmbulo na Primavera</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:#111111;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal;font-family:Georgia;color:#111111;"  &gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Horácio, o detective que cita errado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Concluído que estava o caso da mulher que enganava o marido com um anão de jardim gigante, eu não me sentia lá muito animado. Sempre fora um homem de certezas, mas agora o mundo parecia-me estranho e os anões de jardim também. Como dizia o Hamlet, «Horácio, não negues à partida uma ciência que desconheces». Fui buscar a Lisete ao bar onde ganha uns cobres como &lt;em&gt;table dancer&lt;/em&gt; e levei-a a jantar a um pequeno restaurante da zona ribeirinha. Os preços eram acessíveis. Sabemos que a crise está para ficar quando o &lt;em&gt;Filet de Canard Garni au Chocolat Amer et Pomme de Terre Rösti&lt;/em&gt; entra no menu de 7,5 € com direito a bebida, café, digestivo e Borda d'Água do ano em curso. O empregado era um desses dramas funambulares iminentes, ainda novo mas balançando já entre o lado da tragédia e o da comédia. A maioria acaba por cair na tragédia. Afinal, a comédia sempre exige algum talento, ao passo que para trágico todos nascemos ensinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duas mesas de distância sentou-se um casalinho quase ilegalmente jovem. Os modos hesitantes denunciavam um primeiro encontro. Investigada a ementa, ele escolheu pataniscas de polvo com arroz de cenoura e grelos. Ela, filetes de linguado com arroz de cenoura e grelos. &lt;em&gt;Tinham uma coisa em comum!&lt;/em&gt; Riram-se muito, fazendo brilhar os aparelhos, e começaram a tentar acertar com bolinhas de miolo de pão na boca um do outro. Então tiraram os auriculares dos ouvidos, deram-se as mãos e olharam-se fixamente nos olhos. O drama funambular ia para tomar nota dos pedidos e arruinar o momento, mas eu interpus-me e levei-o até ao aquário para escolher o peixe. Enquanto ele negava que em algum momento um peixe-espada pudesse ter andado a nadar por ali, os apaixonados trocaram o seu primeiro beijo. Desculpei-me dizendo que talvez o peixe-espada fosse apenas um lavagante com muito mau aspecto e regressei ao meu lugar, deixando o empregado desamparado como um personagem de romance russo. Enternecida, a Lisete ria e chorava ao mesmo tempo. Sem o saber, eu tinha marcado pontos. Talvez compensassem um pouco o rombo que eu dera no meu karma nesse dia. O certo é que me senti satisfeito como o Buda depois de transformar a água em vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casalinho saiu cedo do restaurante, provavelmente rumo ao cinema ou a um outro lugar de ambiente igualmente crepuscular onde houvesse pipocas e coca-cola. Éramos os últimos clientes na sala e, como dizia o coro naquela peça de Eurípides, «Páris e Helena não viam a hora de chegar a Tróia e tirar a roupa». Eu imaginava já a minha companhia dentro de um corpete &lt;em&gt;Victoria's Secret&lt;/em&gt; com um par de asas e abertura fácil, e pelo toque do seu pé descalço pude perceber que ela vira os mesmos filmes que eu. O drama funambular começou a limpar as mesas e a coroá-las com as cadeiras. Paguei a conta com a nota amarrotada que arrancara da mão do marido traído. Infelizmente, ele não tivera a decência de fazer as contas antes de sofrer a apoplexia. Talvez eu devesse ter exigido o pagamento antes de lhe mostrar as fotos de jardinagem da mulher. Como é que o adivinho disse ao Júlio César? «Cuidado com o meio do mês». Apalpei os bolsos: tinha dinheiro suficiente para o simpático hotel de duas estrelas que nos sorria do passeio em frente. Saímos para a rua deserta. Através do envidraçado fosco da porta do restaurante ainda consegui ver o jeito arrebatado com que o drama funambular beijava a cozinheira, liberta já da rede que lhe prendia o longo cabelo negro de fogosa mulher mediterrânica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-5088939802494957973?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5088939802494957973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5088939802494957973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/o-detective-que-citava-errado.html' title='Um Funâmbulo na Primavera'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2223383047289616041</id><published>2008-04-12T13:18:00.001+01:00</published><updated>2008-04-12T13:20:05.284+01:00</updated><title type='text'>Um homem acusou Almeyda de falar rebuscado</title><content type='html'>Um homem acusou Almeyda de falar rebuscado. Ele inchou, bufou, objectou e marcou hora e local para a reparação da estultícia pelo menear do fero aço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia aprazado, chegou à clareira deserta do bosque ainda antes da alba e esperou; mas ninguém apareceu, porque ninguém conseguira perceber o que ele dissera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontraram-no semanas depois, na clareira, morto de vergonha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2223383047289616041?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2223383047289616041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2223383047289616041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/um-homem-acusou-almeyda-de-falar.html' title='Um homem acusou Almeyda de falar rebuscado'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-681494960827318062</id><published>2008-04-10T18:15:00.001+01:00</published><updated>2008-04-10T18:18:18.092+01:00</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R_5LdtUqfUI/AAAAAAAABb8/fXHMc3FiSJE/s1600-h/cf_08_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187666794531945794" src="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R_5LdtUqfUI/AAAAAAAABb8/fXHMc3FiSJE/s1600/cf_08_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cravo &amp;amp; Ferradura, DN, Março 2008&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-681494960827318062?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/681494960827318062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/681494960827318062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/bandeira-de-papel.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R_5LdtUqfUI/AAAAAAAABb8/fXHMc3FiSJE/s72-c/cf_08_02.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-9048283367448569924</id><published>2008-04-10T10:01:00.003+01:00</published><updated>2008-04-10T23:21:01.888+01:00</updated><title type='text'>Um homem queria parar e não podia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R_6Sb9UqfVI/AAAAAAAABcE/ZUQKt2XSTHA/s1600-h/cam.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187744829792746834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 42px; CURSOR: hand; HEIGHT: 70px" height="106" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R_6Sb9UqfVI/AAAAAAAABcE/ZUQKt2XSTHA/s200/cam.jpg" width="80" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Um homem queria parar e não podia. Seguiu pela Almirante Reis, atravessou a Rua da Palma e o Martim Moniz, contornou o Rossio e desceu a Rua Augusta até desembocar na Praça do Comércio, onde deu umas voltas tentando perceber o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então chegou o domingo, o trânsito foi interrompido e ele deitou-se ao Tejo, o que o curou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-9048283367448569924?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/9048283367448569924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/9048283367448569924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/um-homem-queria-parar-e-no-podia.html' title='Um homem queria parar e não podia'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R_6Sb9UqfVI/AAAAAAAABcE/ZUQKt2XSTHA/s72-c/cam.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2083353760313705740</id><published>2008-04-09T20:25:00.030+01:00</published><updated>2008-04-17T21:09:45.989+01:00</updated><title type='text'>História clínica</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Revista e melhorada)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R_0zidUqfTI/AAAAAAAABb0/sdaBzAMNuZY/s1600-h/jb_hclin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187359012880547122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R_0zidUqfTI/AAAAAAAABb0/sdaBzAMNuZY/s200/jb_hclin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Como qualquer pessoa saudável, cresci acreditando que as conversas sobre doenças são elas mesmas uma doença, ou pelo menos um sintoma de &lt;em&gt;velhice&lt;/em&gt; (a qual consiste, por assim dizer, numa cataplana de doenças). Mais tarde vi-me forçado a mudar de opinião, até porque a opinião vem apensa ao ponto de vista e o meu foi brutalmente deslocado para várias prateleiras abaixo daquela em que costumava estar arrumada, que era a da sadia indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A verdade é que falar sobre doenças &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; interessante, quando se tem uma para contribuir para a discussão; terrivelmente interessante, quando se tem mais do que uma; e um vício incontrolável, quando se é o feliz detentor de patologias não inteiramente identificadas. O erro em que incorrem muitas pessoas que &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;são&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; doentes consiste em tentar encetar uma conversa sobre gestas patológicas com alguém que, na melhor das hipóteses, apenas &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;esteve &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;doente – um amador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença ontológica, tal como me foi dada a conhecer pelo meu filho mais novo, é equivalente à que existe entre um cacilheiro e a ponte Vasco da Gama. Ele explicou-me que uma pessoa &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;está&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; doente quando o irrita falar do que quer que padeça no momento; e que &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; doente quando nada o anima mais que uma boa conversa repleta de palavras terminadas em –&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;algia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; e a visão de um lábio superior arreganhado em condoída solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ponho grandes cuidados na selecção de interlocutores. Por exemplo, jamais escolheria o meu médico. Ele aprecia uma boa conversa. Nos dias em que tenho consulta, comunica à recepcionista que estará doente o resto da manhã ou da tarde. Temas favoritos são religião (ele católico, eu várias, mas ambos desaprovamos sacrifícios humanos e o culto de Baal), literatura, assunto sobre o qual nada sabemos mas que nos diverte até às lágrimas, e &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em particular Bach" st="on"&gt;Bach&lt;/st1:personname&gt;, em relação a quem, ao contrário do que sucede com a religião, é violentamente fanático. Nunca discutimos futebol, um tema que prefere economizar para não ficar sem conversa para alguns pacientes da noite, nem, evidentemente, a minha saúde. No final, o bom doutor passa-me as receitas da praxe e despedimo-nos com afabilidade. Tudo o mais poderia perturbar a excelente relação médico-paciente que existe entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Também não discuto as minhas patologias com as meninas da farmácia. Existem limites. Elas &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;não são&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; doentes: trabalham com doenças, é tudo. Quando preciso de me abastecer de medicamentos, faço os impossíveis para não aludir a sintomas ou a outros assuntos sequer vagamente relacionados com a minha condição clínica. Passo o tempo em facécias e contando anedotas. Quando sinto no pescoço o bafo quente da pessoa atrás de mim na fila (provavelmente necessitada de comprar um analgésico potente para uma atroz dor de dentes que a está a levar ao limiar do crime), apresento rapidamente o receituário e o cartão Multibanco. Mas faço-o como quem cumpre uma simples formalidade, já que o motivo da visita é, naturalmente, a mais pura cortesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Se o plangente leitor tem uns sintomas implicantes que vai atenuando com paliativos, como bons livros, sexo ocasional e um sortido de comprimidos; se sente que o seu &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;curriculum&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; clínico é estranhamente parecido com o de um buraco negro; se a sua família e amigos começam a afastar-se de si a uma velocidade directamente proporcional àquela com que se aproxima deles, então vá por mim: ignore as recomendações do ministério e socialize num Centro de Saúde qualquer. Verá que sai de lá como novo. E não seja demasiado reservado em relação ao que o apoquenta. Afinal, não conhece ninguém e ninguém o conhece a si. Cultivar uma certa distância é &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;bem&lt;/span&gt;, mas mais do que isso já é considerado agricultura. E agora tenho que parar de escrever. As minhas costas estão que parecem de madeira, sinto um zumbido nos ouvidos como se tivesse um berbequim a perfurar-me o céreb... mas ah, esqueça, o leitor não quer ouvir-me falar sobre isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2083353760313705740?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2083353760313705740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2083353760313705740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/histria-clnica.html' title='História clínica'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R_0zidUqfTI/AAAAAAAABb0/sdaBzAMNuZY/s72-c/jb_hclin.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4520505744749826266</id><published>2008-04-08T12:23:00.011+01:00</published><updated>2008-04-08T13:16:09.290+01:00</updated><title type='text'>Vã filosofia</title><content type='html'>A empregada apoiou-se generosamente no balcão para espreitar o vendaval que quase levava as mesas e cadeiras de alumínio da esplanada. Depois dirigiu-se-me com aquele quê de melancolia que faz um bom filósofo natural: «Ainda bem que não se pode escolher o tempo que faz, ou era mais uma coisa em que ninguém se entendia». Infelizmente, a isto eu apenas consegui responder: «Uma água sem gás, natural, se faz favor». Toda a filosofia é vã quando se está mesmo com muita sede.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4520505744749826266?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4520505744749826266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4520505744749826266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/insensibilidade.html' title='Vã filosofia'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-1182337018116761232</id><published>2008-04-08T11:54:00.001+01:00</published><updated>2008-04-08T11:56:18.799+01:00</updated><title type='text'>Uma História Policial do Universo</title><content type='html'>&lt;em&gt;Houve um momento em que os dinossauros se podiam ter salvo. Mas eles eram orgulhosos. Demasiado orgulhosos.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-1182337018116761232?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1182337018116761232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1182337018116761232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/uma-histria-policial-do-universo.html' title='Uma História Policial do Universo'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-976364604052752999</id><published>2008-04-07T14:26:00.012+01:00</published><updated>2008-04-07T17:18:13.831+01:00</updated><title type='text'>O homem que não sabia perder</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Avancei o bispo com a expressão triunfante mas piedosa de quem acaba de salvar uma alma condenando o corpo anexo aos horrores da fogueira. Tinha o clero do meu lado. Convocasse o Raimundo todas as potestades do Pandemónio e ainda assim não poderia impedir o xeque-mate em poucas jogadas. Ele bufou delicadamente, apoiou o cotovelo do braço direito no joelho e repousou o queixo no punho fechado. Eu já tinha visto isso na Birmânia. Com treino, um homem pode suportar essa posição por dias a fio. Preparei um uísque. Ele não se mexeu. Bebi o uísque, enchi de novo o copo a um terço e fui até à &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;kitchenette&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, espreitando o Raimundo pelo canto do olho. Mas o grande dissimulado não fez um único movimento. Preparei um sortido de canapés e regressei à sala. Ele continuava sem se mexer. Foi então que o gato, vindo de nenhures, saltou para o tabuleiro (eu achei isso estranho, porque não tenho gato) e derrubou todas as peças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O Raimundo não se mexeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Algum tempo depois, os vizinhos queixaram-se da pestilência e a polícia levou o cadáver retesado do Raimundo, essa velha raposa, para a morgue.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-976364604052752999?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/976364604052752999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/976364604052752999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/empate-tcnico.html' title='O homem que não sabia perder'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6718806541404329800</id><published>2008-04-03T23:42:00.056+01:00</published><updated>2008-08-10T23:54:37.825+01:00</updated><title type='text'>Meia dose de maratona</title><content type='html'>Os moradores de certas ruas e avenidas da zona ribeirinha de Lisboa são, num ou outro domingo, surpreendidos por um fenómeno a que a pitoresca mas rigorosa linguagem policial dá o nome de &lt;em&gt;encerramento de artérias. &lt;/em&gt;A nomenclatura deve-se certamente ao facto de o fenómeno em apreço propiciar abundantes enfartes. O processo é subsidiário de um outro que responde pelo nome de &lt;em&gt;manifestação desportiva popular,&lt;/em&gt; sendo um dos mais longos e pitorescos de entre estes a &lt;em&gt;meia-maratona&lt;/em&gt;. Consiste o dionisíaco ritual, tanto quanto julgo saber, em fazer atravessar uma grande ponte por uns quantos milhares de pessoas mascaradas de ervilha. A procissão decorre em ritmo razoavelmente acelerado, mas só termina quando os maiores de 90 anos, amparados pela família, desfalecem na linha de chegada. Eis aqui, sem sombra de dúvida, a origem da antiga expressão &lt;em&gt;família mais chegada&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabemos que solene ocasião evoca a meia-maratona. Ah! Diz muito bem, ilustrado leitor: evoca, naturalmente, a &lt;em&gt;maratona&lt;/em&gt;. Esta, por sua vez, recorda a batalha entre gregos e persas com o mesmo nome. Isto não significa que os soldados persas e gregos tinham o mesmo nome, o que seria muito estranho, mas apenas que baptizaram a batalha com o nome de «Maratona». Em sentido figurado, naturalmente: por esta altura, S. João Baptista não teria mais que 490 anos negativos. O desfecho da contenda – vitória dos gregos, &lt;em&gt;by the way&lt;/em&gt;, mas o que importa é competir e tal – foi comunicado por um tal Fidipides, ou um grego com outro nome, após uma corrida até Atenas que lhe custou a vida. Há quem leve isso de estar em forma a extremos pouco saudáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas «maratona» tem um significado mais prosaico, como sabem os muitos leitores deste blogue que dominam o grego, quer moderno, quer antigo. Trata-se da palavra grega para o português «funcho», uma simpática planta aromática silvestre em forma de motivo de papel de parede dos anos cinquenta (alguns diriam que tem a forma de uma rede neural), e a cuja está neste momento a dar notícia do seu esplendor verde-amarelo em todos os baldios do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que o leitor mais intuitivo deixa escapar um gritinho um pouco histérico a que chamaremos «o seu Eureka»: &lt;em&gt;É isso! Os gregos deram o nome «Maratona» à batalha porque ela teve lugar num campo de funchooo!&lt;/em&gt; É certo, infelizmente. A pressão que o combate armado põe num homem raramente deixa espaço para grandes rasgos de criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por tudo o que atrás se disse que os participantes da meia-maratona se mascaram de ervilha; a razão por que a herbácia foi convertida numa leguminosa, essa perdeu-se na poeira dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito estético deste poste era conter parágrafos que fossem cada vez mais pequenos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6718806541404329800?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6718806541404329800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6718806541404329800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/meia-dose-de-maratona.html' title='Meia dose de maratona'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-3362558285679377829</id><published>2008-04-02T17:03:00.034+01:00</published><updated>2008-04-07T17:06:44.999+01:00</updated><title type='text'>Em Mão Própria</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Um conto um pouco menos curto)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:georgia;"&gt;Há alguns anos – bom, talvez &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;muitos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; anos, pensava Rogério Salvador à porta de sua casa com uma expressão subitamente envelhecida –, ele recebia pelo correio, como agora, contas e convites, mas sobretudo postais e cartas manuscritas. Facilmente identificava o conteúdo pelo envelope. Os de convites para exposições ou lançamentos de livros vinham sempre abertos; os que continham cartas de amigos distantes faziam-se anunciar por caligrafias generosas e quentes que pareciam querer abraçá-lo; os envelopes coloridos, às vezes salpicados de coraçõezinhos ou florzinhas desenhados a caneta de feltro, só podiam ser de alguma amiga mais chegada ao peito; e havia até os invisíveis, em cujo interior inconspícuo viajavam, naturalmente, os cheques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:georgia;"&gt;Agora, as cartas dos filhos e dos netos chegavam-lhe por &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; a um ritmo que matava a saudade antes sequer de ela nascer; os postais tinham-se tornado um arcaísmo indicador de senilidade ou um recurso de turistas; e cada vez mais cartas vinham sem qualquer identificação exterior, como se o remetente fosse um criminoso tresloucado querendo assassinar-lhe a resistência a golpes de curiosidade. Tanto podia tratar-se de um inquérito para conhecer o seu grau de satisfação com o bacalhau que dois dias antes comprara no hipermercado, como um aviso de que o fornecimento de enxofre seria cortado no inferno de regulamentos e contratos em que a sua vida se tornara, a não ser que procedesse de imediato ao pagamento de uma qualquer importância &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em atraso. Isto" st="on"&gt;em atraso. Isto&lt;/st1:personname&gt; para não falar do &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;correio azul&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, esse portento de normalização que fazia com que metade da sua correspondência parecesse uma casa da Ericeira, mas tinha pelo menos o mérito de separar o correio urgente, ou seja, o que &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; vinha em correio azul, do restante. E havia ainda o velho envelope lambido daquele doido que Rogério conhecera no jantar de aniversário do Fonseca e cujo aspecto amarelo e desleixado, sem remetente e no obsoleto formato quatro por três, parecia querer dizer: «Podes achar que és demasiado importante para vir ao lançamento do meu novo livro de poemas em edição de autor, mas de conspurcar os dedos com a minha saliva duvidosa é que não te livras, meu filho da puta».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Antigamente Rogério tinha um &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;carteiro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, isto é, um funcionário dos Correios de farda azul, boné distintivo e simpatia contagiosa. Era o carteiro &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;dele&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, e visitava-o sempre à mesma hora das manhãs dos dias de semana, com a precisão de um Kant e o rigor cerimonial de um guarda do palácio de Buckingham, para lhe entregar, em mão própria se as achasse com frontispício de urgência, &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;as cartinhas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;. Agora, porém, o seu «carteiro» era um tipo mal amanhado e identificado apenas por um colete pardo, por vezes montado numa motorizada incaracterística e barulhenta, que insistia em tratar a caixa do correio de Rogério como uma porca na engorda e a campainha de sua casa como um foco de infecção do Ebola. A visita diária ocorria em algum momento entre o meio da manhã e o pôr-do-sol. Para que coubessem na boca da caixa, as revistas que Rogério assinava eram sujeitas a números tais de contorcionismo que facilmente encontrariam trabalho no &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Cirque du Soleil,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; não fosse dar-se a tragédia de ficarem em tão mau estado que nem para palhaço pobre do &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Cardinali&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; serviriam. Das encomendas e cartas registadas, não valia a pena falar: «o rapazola», como Rogério fazia questão de lhe chamar quando dele se queixava na estação dos Correios, limitava-se a rabiscar num aviso, em caligrafia que talvez lhe pudesse valer uma condenação por usurpação de profissão médica, uma acusação gravíssima: a de que ele, Rogério Salvador, não se encontrava em casa precisamente naquelas alturas em que, por um prodígio inexplicável e que desafiava todas as leis da Física, não podia ser encontrado em qualquer outro sítio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Rogério sentia que se aproximava o fim da sua vida e procurou acomodar-se. De qualquer modo, consolava-se ele, o passeio até à estação dos Correios fazia-o exercitar as articulações das pernas. Mas um dia incaracterístico de Fevereiro, desses em que nem chove nem faz sol, quando se dirigiu à janela para apreciar o verde-alface da folhagem nova que alguns freixos mais atrevidos ousavam já vestir, apercebeu-se de que «o rapazola», cuja motorizada aguardava no passeio, havia entrado no prédio – algo que ele jamais presenciara e que, na sua hierarquia das coisas metafísicas, ficava pouco aquém de um milagre. Sentiu o ruído das engrenagens na caixa do elevador e, pouco depois, o ténue &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ding-dong&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; da campainha. De início pensou que talvez as suas queixas constantes houvessem surtido efeito; depois, ocorreu-lhe que talvez «o rapazola» viesse tirar satisfações e lançou mão de um guarda-chuva defensivo. Mas algo lhe disse, pesando-lhe no peito, que o motivo do prodígio era outro. Abriu a porta com uma lividez pouco comum na face habitualmente corada. Do lado de fora, com um ar de pasmo quase tão grande como o de Rogério, «o rapazola» estendeu-lhe uma carta com o seu nome e apelido escritos numa caligrafia generosa e quente que parecia querer abraçá-lo, mas cujo remetente não pôde reconhecer. Sem uma palavra e como que forçado por um poder invisível, «o rapazola» enfiou-se no elevador e desceu. Rogério abriu o envelope ainda à porta e desdobrou com um safanão o fino papel debruado a negro. A viúva e filhos lamentavam informá-lo do falecimento do seu antigo carteiro e comunicavam-lhe que o enterro teria lugar no dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-3362558285679377829?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3362558285679377829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3362558285679377829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/04/em-mo-prpria.html' title='Em Mão Própria'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-3430049159762369765</id><published>2008-03-31T18:52:00.002+01:00</published><updated>2008-03-31T19:32:26.761+01:00</updated><title type='text'>O ranking delas</title><content type='html'>&lt;em&gt;«Nunca olho para o&lt;/em&gt; ranking &lt;em&gt;delas, apenas para o meu jogo»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(Michelle Brito)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-3430049159762369765?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3430049159762369765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3430049159762369765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/o-ranking-delas.html' title='O ranking delas'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-9042551641327436000</id><published>2008-03-30T20:34:00.002+01:00</published><updated>2008-03-30T20:36:21.391+01:00</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-_rhqz8dKI/AAAAAAAABY0/LdKKhDU8gcQ/s1600-h/cf080318.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183620659787101346" src="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-_rhqz8dKI/AAAAAAAABY0/LdKKhDU8gcQ/s1600/cf080318.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cravo &amp;amp; Ferradura, DN, 18.3.2008&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-9042551641327436000?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/9042551641327436000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/9042551641327436000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/bandeira-de-papel_30.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-_rhqz8dKI/AAAAAAAABY0/LdKKhDU8gcQ/s72-c/cf080318.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-8139514063203323787</id><published>2008-03-30T16:53:00.020+01:00</published><updated>2008-04-07T17:08:53.567+01:00</updated><title type='text'>O Vizinho Impossível</title><content type='html'>Aquele que vive num prédio e nunca teve problemas com vizinhos que atire a primeira pedra de ângulo. Já na Roma antiga lamentavam os habitantes das &lt;em&gt;ilhas&lt;/em&gt;, como então chamavam aos condomínios, a falta de consideração dos de cima e o défice de tolerância dos de baixo. Mas o caso de Lívia, que acabara de se mudar de casa dos pais para um prédio antigo na rua da Misericórdia, passava todos os limites do razoável, mesmo tendo em conta os seus padrões alegremente pessimistas. Acontecia a qualquer hora do dia ou da noite. Não podia voltar-se na cama ou deixar cair um alfinete sem que acto contínuo se sentisse uma violenta pancada vinda de cima, como se alguém projectasse uma bola de &lt;em&gt;bowling&lt;/em&gt; contra uma parede ou a deixasse cair no chão. O simples ruído de águas correntes era merecedor de quatro ou cinco pancadas de invulgar intensidade. Para salvar os candeeiros de tecto da queda sem glória que havia sofrido já parte substancial do velho estuque, Lívia desistiu até de ligar o televisor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num conto de Wodehouse, uma jovem pianista, que confronta o vizinho de cima por este dar pancadas no chão em protesto pelos seus ensaios, acaba por casar com o queixoso. Mas Lívia nunca procurou saber quem fazia da sua vida um inferno; não expôs a questão numa reunião de condomínio; não falou do problema com uma amiga; não fez nada. Afinal, quem acreditaria nela? Limitou-se, na primeira oportunidade, a mudar-se do velho sótão para uma pequena casa térrea nos subúrbios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-8139514063203323787?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8139514063203323787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8139514063203323787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/o-condomnio.html' title='O Vizinho Impossível'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-3319628872128960284</id><published>2008-03-29T17:37:00.014Z</published><updated>2008-03-31T19:28:34.492+01:00</updated><title type='text'>Filosofia Política</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-5-jaz8dJI/AAAAAAAABYs/VRWfffGc07I/s1600-h/cf060612.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183219368107734162" src="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-5-jaz8dJI/AAAAAAAABYs/VRWfffGc07I/s1600/cf060612.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(Cravo &amp;amp; Ferradura, DN, Junho 2006 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Conheci Pacheco Pereira numa casa de banho. Talvez este ponto justificasse uma mentirinha, ou pelo menos uma prudente omissão, até por causa desses humoristas desbocados que andam por aí. Mas eu jurei a mim mesmo não escamotear neste poste nenhum facto, muito menos desses da vida: todos temos de ir à casa de banho de vez em quando, desde Montaigne que o sabemos. Em meia horita de conversa – numa cafetaria, não na casa de banho, engraçadinho leitor –, pareceu-me uma jóia de pessoa; é certo que de um jeito algo peculiar, um pouco como o Rezingão do filme da Disney, mas uma jóia de pessoa. Só por isso, e mesmo se assim violo o &lt;em&gt;ethos&lt;/em&gt; (aham) deste blogue, não resisto a dizer que hoje, com o texto no Público, é que ele se pôs mesmo a jeito. Eu, que me opus à invasão do Iraque por recear que Deus estivesse a gozar com Bush quando falava com ele (e não propriamente por causa das mentiras, nas quais quase acreditei, se quiser apedreje-me que eu mereço), estou numa expectativa danada porque sei que nos próximos dias, ah, nos próximos dias vai chover Filosofia Política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Adenda:&lt;/strong&gt; por exemplo, ler &lt;a href="http://outrasmargens.blogspot.com/" target="new"&gt;Pedro Magalhães&lt;/a&gt; no Público de hoje, segunda 31.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-3319628872128960284?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3319628872128960284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3319628872128960284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/cravo-ferradura-dn-junho-2006-conheci.html' title='Filosofia Política'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-5-jaz8dJI/AAAAAAAABYs/VRWfffGc07I/s72-c/cf060612.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-1314793799243725001</id><published>2008-03-27T21:31:00.024Z</published><updated>2008-03-30T17:00:20.429+01:00</updated><title type='text'>Dom Pelágio de Baião, cavaleiro andante</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dom Pelágio de Baião, cavaleiro andante,&lt;br /&gt;Afamado em terras do hostil Levante,&lt;br /&gt;Sabia o que distingue blasfémia e heresia:&lt;br /&gt;Por esta, matava; por aquela, morria.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;p align="left"&gt;Se o leitor conhecesse o Sentido da Vida, teria o caminho desimpedido para, livre de toda e qualquer inquietação metafísica, se entregar a actividades menos licenciosas, como o sexo e a filatelia (para apenas falar de duas que compreendem a língua); mas não conseguiria evitar aquele ar de superioridade nos transportes públicos que sempre afecta quem Sabe. Mesmo que nunca o houvesse feito, a simples impossibilidade de especular sobre o assunto ser-lhe-ia insuportável; a existência perderia todo o mistério, como um livro policial em que o autor – do livro, não do crime – revelasse a culpa do mordomo na primeira página e dedicasse as restantes a uma penosa evocação dos movimentos Multibanco do morto nos dias em que era vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Mistério, é certo, se alimenta o espírito. Sócrates, que morreu por ter atravessado a vida fora da passadeira, sustentava que uma vida não examinada não merece a pena ser vivida a não ser em intermináveis banquetes (esta última frase é citada por um tal Apolónio de Massachussetts e constava, parece, de um fragmento perdido da &lt;em&gt;Apologia&lt;/em&gt;). Freud sustentava que o gosto mórbido por livros policiais é uma espécie de revisitar de um mistério primordial, aquele que tinha lugar para lá da porta fechada do quarto dos nossos pais, esquecendo-se de explicar como se processava a coisa naquelas regiões exóticas, como a Líbia e a Costa da Caparica, onde futuros leitores dedicados da colecção Vampiro viviam com os pais em tendas e &lt;em&gt;roulottes&lt;/em&gt;. Um mestre Zen diria talvez: &lt;em&gt;o Sentido da Vida é Dom Pelágio de Baião, cavaleiro andante&lt;/em&gt;. É um nunca acabar de mistérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a vida, por conseguinte, senão uma surpresa (olhe a baixa do IVA em 1%)? E é esse, afinal, o seu encanto. No caso de se tratar de uma vida miserável, é mesmo o único que ela tem, como acontece com os brindes daquelas caixas coloridas assentes num pequeno poste, e nas quais se insere uma moeda que fica invariavelmente encravada. Quando por fim se consegue retirar o brinde e vencer a esfera de plástico que o contém, coisa para pelo menos meia hora, é garantido que a criança o irá desprezar mas interessar-se pela esfera, isto é, pelo estranho objecto cuja única função parecia ser a de impedir o esclarecimento do mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens de religião sabem tudo isto. Por isso fornecem os &lt;em&gt;comos&lt;/em&gt;, mas limitam os &lt;em&gt;porquês&lt;/em&gt; a alusões ao Amor do Pai e a outros ectoplasmas igualmente nebulosos. Atribui-se a Lutero uma forma interessante – e sem dúvida eloquente – de responder a quem lhe perguntava com que se entretinha o Criador antes de ter criado todas as maravilhas que criou: &lt;em&gt;desbastava ramos de vidoeiro para vergastar os néscios que faziam perguntas insolentes&lt;/em&gt;. Era esse, por conseguinte, o sentido da vida de um vidoeiro no momento – breve instante ou milhão de anos – que precedeu o devir de Tudo. Hoje, a advertência perdeu vigor; não tanto por irreligiosidade de quem pergunta (o que não surpreenderia: afinal, da suma teológica de Tomás de Aquino ao sumo biológico do Frutalmeidas sempre foram setecentos e cinquenta anos), mas porque poucos sabem exactamente o que é um vidoeiro. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-1314793799243725001?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1314793799243725001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1314793799243725001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/dom-pelgio-de-baio-cavaleiro-andante.html' title='Dom Pelágio de Baião, cavaleiro andante'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-5002585035054035830</id><published>2008-03-26T19:23:00.003Z</published><updated>2008-03-26T19:26:12.586Z</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-qi5az8dII/AAAAAAAABYk/U6Pge19aXK4/s1600-h/jb_bc_05_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182133428576613506" src="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-qi5az8dII/AAAAAAAABYk/U6Pge19aXK4/s1600/jb_bc_05_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bandeira de Canto, JN, 2005&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-5002585035054035830?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5002585035054035830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5002585035054035830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/bandeira-de-papel_26.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-qi5az8dII/AAAAAAAABYk/U6Pge19aXK4/s72-c/jb_bc_05_01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6302801573626884116</id><published>2008-03-26T18:50:00.003Z</published><updated>2008-03-26T18:55:39.292Z</updated><title type='text'>Recado</title><content type='html'>Dei com um &lt;em&gt;post-it&lt;/em&gt; na porta do frigorífico. Diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Telefonar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho na porta do frigorífico o recado mais inútil do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6302801573626884116?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6302801573626884116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6302801573626884116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/recado.html' title='Recado'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2751143845150998877</id><published>2008-03-26T16:25:00.003Z</published><updated>2008-03-26T18:14:48.344Z</updated><title type='text'>A blog of one’s own</title><content type='html'>Esclarecendo o equívoco: não me apetece nada encerrar o blogue. Só escrevi isso porque queria fazer aquela gracinha de fechar o blogue de outra pessoa. Fiei-me no velho adágio, que não é tão velho assim porque o inventei agora, que diz: &lt;em&gt;Se não tens jeito para contar uma piada, abstém-te de dizer a verdade&lt;/em&gt;. «Como é que isso se encaixa na situação em apreço?», ouço perguntar o intrigado leitor. Não encaixa, mas é um bom adágio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2751143845150998877?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2751143845150998877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2751143845150998877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/blog-of-ones-own.html' title='A blog of one’s own'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-5867326661061924639</id><published>2008-03-24T13:17:00.002Z</published><updated>2008-03-24T13:21:41.847Z</updated><title type='text'>Dialéctica</title><content type='html'>Vem-me dando uma certa vontade de encerrar o blogue; ao mesmo tempo, vem-me dando uma certa vontade, que admito contraditória, de o manter aberto. «É uma pena», penso, «logo agora, quando estava prestes a tornar-se um Blogue com Critérios».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, e em jeito de compromisso, tentarei encerrar o blogue de outra pessoa qualquer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-5867326661061924639?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5867326661061924639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5867326661061924639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/dialctica.html' title='Dialéctica'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-139069950828710089</id><published>2008-03-21T13:05:00.003Z</published><updated>2008-03-21T13:56:22.506Z</updated><title type='text'>Alarme</title><content type='html'>Estava eu aqui a sentir-me um pouco desiludido com o mundo (esperava que fosse, sei lá, mais alto) quando me apercebi que famílias inteiras abandonam precipitadamente a cidade. Alguma coisa que eu devesse saber?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-139069950828710089?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/139069950828710089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/139069950828710089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/alarme.html' title='Alarme'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-7832978236585470579</id><published>2008-03-21T12:22:00.002Z</published><updated>2008-03-21T12:25:48.254Z</updated><title type='text'>Cisma sem gelo</title><content type='html'>Nunca fui grande bebedor, mas não digo que não a um bom uísque irlandês. Ontem a tendinha não tinha Bushmills; trouxe Jameson. O Bushmills é destilado na Irlanda do Norte por protestantes. O Jameson é destilado na República da Irlanda por católicos. Ao que sei, os católicos não bebem Bushmills e os protestantes não tocam em Jameson. Eu, graças a Deus, aprecio ambas as confissões. Moderadamente, como convém em assuntos de religião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-7832978236585470579?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7832978236585470579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7832978236585470579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/cisma-sem-gelo.html' title='Cisma sem gelo'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-1766578832700712016</id><published>2008-03-19T16:44:00.013Z</published><updated>2008-03-19T17:08:21.649Z</updated><title type='text'>Nunca fiz grande caso</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-FDT5GgeuI/AAAAAAAABXs/FFQpLr0408U/s1600-h/jb_ac00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179495055477471970" src="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-FDT5GgeuI/AAAAAAAABXs/FFQpLr0408U/s1600/jb_ac00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;do dia do pai, até perder o meu. Não pela efeméride em si, pela qual (como aliás me sucede com todas as efemérides) nutro a indiferença dos distraídos, mas porque quase tudo o que leio e ouço neste dia mo faz lembrar. Ele é aquele miliciano garboso, de bigodinho à Errol Flynn, casaco escuro, copo de vinho na mão e uma begónia em frente. A foto foi tirada durante a II Grande Guerra, nos Açores, para onde ele havia sido destacado. Pouco tempo depois, um acidente em manobras esmagar-lhe-ia a articulação do braço esquerdo e ele seria embarcado para a capital, ardendo em febre, num navio que quase naufragou numa tempestade.&lt;br /&gt;Eu queria enviar-lhe um postal, perguntar-lhe como vai, dizer-lhe que tenho saudades. Mas se nada na vida é mais certo que a morte, nada na morte é mais certo que a inexistência de um serviço eficiente de correios.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-1766578832700712016?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1766578832700712016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1766578832700712016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/nunca-fiz-grande-caso.html' title='Nunca fiz grande caso'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R-FDT5GgeuI/AAAAAAAABXs/FFQpLr0408U/s72-c/jb_ac00.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-342064531107849177</id><published>2008-03-18T18:04:00.002Z</published><updated>2008-03-18T18:07:20.334Z</updated><title type='text'>Humanidade</title><content type='html'>Acusam-me de ter recuperado a fé na humanidade. Digo o mesmo que disse a Orson Welles quando ele me pediu a faca emprestada para usar no Macbeth: leva e mata, mas devolve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-342064531107849177?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/342064531107849177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/342064531107849177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/de-preferncia-lavada.html' title='Humanidade'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6091666351830976520</id><published>2008-03-18T13:00:00.004Z</published><updated>2008-03-18T17:29:57.779Z</updated><title type='text'>Publicidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9-9o6uMSYI/AAAAAAAABXk/ToVEr-YQH1Y/s1600-h/JB0001021030079.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9-9o6uMSYI/AAAAAAAABXk/ToVEr-YQH1Y/s1600/JB0001021030079.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179066607154776450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6091666351830976520?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6091666351830976520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6091666351830976520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/pub.html' title='Publicidade'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9-9o6uMSYI/AAAAAAAABXk/ToVEr-YQH1Y/s72-c/JB0001021030079.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-8073508336583104968</id><published>2008-03-18T11:50:00.002Z</published><updated>2008-03-18T17:30:41.587Z</updated><title type='text'>Laringite</title><content type='html'>Estou muito triste com o cancelamento do concerto dos Tokio Hotel. Pelas crianças. Lembrou-me de quando anunciaram que os Stranglers não iriam tocar «por falta de condições acústicas» e eu, consolando a namorada à porta do velho pavilhão de Cascais, não me conseguia decidir sobre se aquela era uma boa ou uma má notícia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-8073508336583104968?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8073508336583104968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8073508336583104968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/laringite.html' title='Laringite'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6726318652573645119</id><published>2008-03-18T11:49:00.002Z</published><updated>2008-03-18T11:49:58.165Z</updated><title type='text'>Tomarei todas as Medidas</title><content type='html'>Inventei agora que este será um Blogue de Referência e terá Critérios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6726318652573645119?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6726318652573645119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6726318652573645119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/tomarei-todas-as-medidas.html' title='Tomarei todas as Medidas'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-3040367812461521578</id><published>2008-03-17T17:23:00.002Z</published><updated>2008-03-17T17:29:28.300Z</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R96qGKuMSLI/AAAAAAAABV8/noaXRIz_5O0/s1600-h/jb_bc_02_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178763644456683698" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R96qGKuMSLI/AAAAAAAABV8/noaXRIz_5O0/s1600/jb_bc_02_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Bandeira de Canto, JN, Fevereiro/Março 2008&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-3040367812461521578?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3040367812461521578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3040367812461521578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/bandeira-de-papel_17.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R96qGKuMSLI/AAAAAAAABV8/noaXRIz_5O0/s72-c/jb_bc_02_3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4526437211023027085</id><published>2008-03-17T15:43:00.007Z</published><updated>2008-03-24T18:20:20.845Z</updated><title type='text'>Perguntou um dia Euclides a Ptolomeu</title><content type='html'>Perguntou um dia Euclides a Ptolomeu &lt;a href="http://conto-de-fuga.blogspot.com/2008/02/tinha-prometido.html" target="new"&gt;o que o inspirava a escrever postes&lt;/a&gt;. Ptolomeu pensou, pensou, mas não conseguiu chegar a uma resposta aceitável; para não dar parte de fraco, porém, disse a Euclides que lhe responderia em breve através de um poste no seu blogue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado algum tempo, e apesar de meditar muito no assunto, Ptolomeu continuava a não ter uma resposta para a questão que Euclides lhe propusera. Fisica e mentalmente esgotado pela demanda, viu-se obrigado pelo médico de família a procurar repouso num local paradisíaco. Não havendo, escolheu uma pensão em Espinho. Um ou dois dias depois, descansando o espírito à beira-mar, Ptolomeu sentiu chegar a inspiração para um modelo geocêntrico do universo; aí ele soube. Abriu o portátil, ligou-se a uma rede sem fios e escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«O que me inspira a escrever é não ter que o fazer.»&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4526437211023027085?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4526437211023027085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4526437211023027085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/euclides-e-ptolomeu.html' title='Perguntou um dia Euclides a Ptolomeu'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-7487492220101614155</id><published>2008-03-15T00:41:00.034Z</published><updated>2008-03-15T22:33:11.357Z</updated><title type='text'>Not Toulouse</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;(Revisto, condensado e melhorado na medida do possível)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As comédias de Shakespeare são famosas pela sua falta de graça. Eu próprio, já aqui o escrevi, só me rio por respeito. Nem mesmo John Cleese conseguiu ser engraçado em &lt;em&gt;The Taming of the Shrew&lt;/em&gt;. John Cleese. Dá para acreditar? E onde Cleese não conseguiu ter graça, Branagh ia ter? Claro que não.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; As suas versões são, com a possível excepção de um entremez a que assisti em Vila Velha da Anta, as menos engraçadas de todas. Não, espere, o entremez teve mais graça. Branagh quer muito «regressar» a uma espécie de &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ethos shakespeariano&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; que se terá perdido algures, pensa, entre o Futurismo e o nó da Pontinha. Sentido de missão, dirá ele; &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;une très grande douleur au cul&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, diria Molière.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humor de Shakespeare vive de subentendidos de índole sexual – &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;muitos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; subentendidos de índole sexual, um por verso, para ser mais exacto –, certamente adequados ao público do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Globe&lt;/span&gt;, mas que a uma audiência moderna parecem tão óbvios quanto o Sentido da Vida, os acessos viários ao Parque das Nações ou os urros de engate de um pitecantropo. Se o avisado leitor tiver isso em mente e um dicionário de calão isabelino ao lado, verá que até se consegue divertir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Saiba então que o TVC2 (não tenho especial gosto em publicitar canais pagos, mas Shakespeare parece ter horror a frequentar os abertos, e esta não é uma insinuação de índole sexual) passa hoje, sábado, a partir das 19:50, duas seguidas (ah ah ah): &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Love’s Labour’s Lost &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;e &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As You Like It&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, sendo que esta última repete no dia 25 às 12:10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria o nosso bom D. Luís, &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ver ou não ver, eis o problema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-7487492220101614155?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7487492220101614155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7487492220101614155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/not-toulouse_15.html' title='Not Toulouse'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-308396183814364213</id><published>2008-03-13T16:42:00.009Z</published><updated>2008-03-13T23:52:47.966Z</updated><title type='text'>Ele lia Hemingway, ela não</title><content type='html'>Comecei a fazê-lo quando a Gisele me deixou pelo toureiro. Tinham-se conhecido por acaso no café da vila. Ele lia Hemingway, ela não. É tudo quanto sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez resultou de uma conjunção de circunstâncias mais ou menos banais. A noite mal dormida, uma navalha amolada de véspera, uma trovoada tão próxima que o som parecia chegar antes da luz. O corte não foi profundo. Dei um estalido com a língua e olhei para o espelho. No sangue que escorria da borbulha mutilada vi prenúncios de desgraça na arena. E gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessa manhã sinistra, contam-se pelos dedos de duas mãos os dias que eu não estreei com um corte ao fazer a barba. Incisões ligeiras de início, mais profundas depois. Comecei a sentir dificuldades em encontrar locais onde não houvesse já experimentado o fio à navalha. Os estalidos de língua depressa se transmudaram em gritos. Se alguém acorria, eu cobria a face com uma toalha e insistia em que estava tudo bem. Sabia que não era assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia exagerei e a navalha cortou fundo demais. Talvez eu o tenha feito para quebrar o ciclo infernal, não sei dizer. De qualquer modo, era inevitável que me fechassem a barbearia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-308396183814364213?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/308396183814364213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/308396183814364213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/ele-lia-hemingway-ela-no.html' title='Ele lia Hemingway, ela não'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-4858608607998877236</id><published>2008-03-12T21:54:00.003Z</published><updated>2008-03-12T21:58:01.374Z</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9hRUKuMSCI/AAAAAAAABU0/yL9_lbUFbPM/s1600-h/jb_cf_06.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176977178579716130" src="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9hRUKuMSCI/AAAAAAAABU0/yL9_lbUFbPM/s1600/jb_cf_06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cravo &amp;amp; Ferradura, DN, 2006/7&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-4858608607998877236?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4858608607998877236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/4858608607998877236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/bandeira-de-papel_12.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9hRUKuMSCI/AAAAAAAABU0/yL9_lbUFbPM/s72-c/jb_cf_06.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-7111694506369164062</id><published>2008-03-12T16:07:00.033Z</published><updated>2008-03-17T09:33:18.621Z</updated><title type='text'>Outra papoila</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9gCeauMSBI/AAAAAAAABUs/t20obYdFgbU/s1600-h/confessionsdequincey.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176890493254780946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9gCeauMSBI/AAAAAAAABUs/t20obYdFgbU/s400/confessionsdequincey.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sempre fui muito crítico em relação à prática da prostituição, até porque não tenho figura para isso: faltam-me peito, anquinha malandra e jeito para trazer saltos. É verdade que, ocasionalmente, já me têm elogiado a conversa, mas apenas conversa não chega quando se luta para chegar ao &lt;em&gt;acme&lt;/em&gt; da mais velha profissão da ecúmena e até de algumas regiões não habitadas do planeta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Também desconfio dos Travis Bickle deste mundo, com a sua obstinação em arrebatar as damas, independentemente do seu consentimento, ao sórdido mundo do lupanar ou da esquina mal iluminada. Talvez seja apenas um expediente para conseguirem mulheres que não os querem sem terem de as compensar pelo incómodo. Não era certamente esse o caso de Thomas De Quincey, a quem, à falta de melhor designação, atribuirei a ocupação de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;aventureiro literário&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Órfão desde novo e entregue aos descuidados de quatro tutores, fugiu do colégio já perto da maior idade e passeou a fome e a fluência em grego pelas mais escabrosas ruelas da Londres de início de oitocentos. Esse cenário improvável gerou uma amizade singela entre Thomas e Ann, uma jovem prostituta que andaria então pelos seus quinze anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT" style="FONT-STYLE: italic"&gt;«Sendo eu próprio nesses tempos de penúria um peripatético, errando pelas ruas, caía naturalmente com mais frequência por essas peripatéticas a que se dá o nome técnico de &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;mulheres da rua&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;.»*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Leia como Ann acalma os tormentos de estômago do jovem De Quincey, e chore muito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT" style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;«Emitindo um grito de terror, mas sem um momento de hesitação, ela correu Oxford Street adentro, e em menos tempo do que se poderia imaginar regressou com um copo de vinho do Porto e especiarias que agiu sobre o meu estômago vazio, o qual no estado em que então se encontrava teria rejeitado qualquer alimento sólido, com um poder de restabelecimento instantâneo; esse copo, pagou-o a generosa rapariga da sua modesta bolsa, sem um lamento, numa altura – há que lembrá-lo! – em que mal dispunha do necessário para suprir às mais básicas necessidades da vida, e &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname productid="em que Ann" st="on"&gt;em que&lt;/st1:personname&gt; não podia ter quaisquer motivos para crer que eu viesse a conseguir meios de a reembolsar.»**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9gCDquMR_I/AAAAAAAABUg/Ua9rKy4jW9M/s1600-h/jb_pap.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176890033693280242" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9gCDquMR_I/AAAAAAAABUg/Ua9rKy4jW9M/s320/jb_pap.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Como sempre acontece nas narrativas românticas, mesmo nas verdadeiras, as circunstâncias encarregaram-se de apartar duas almas que se queriam demasiado. Precisado de aval a um empréstimo que lhe diminuísse as apoquentações económicas, Thomas viu-se forçado a partir em busca de um jovem aristocrata seu conhecido de infância. Apesar de acordado em enternecedora despedida, o reencontro falhou: não voltaremos a saber de Ann. De Thomas sabemos, porque ele no-lo diz em &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Confessions of an English Opium Eater&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; (de onde traduzi os dois supracitados fragmentos de prosa), que se entrega à volúpia do ópio e, o que é pior, à Economia Política – é um comentador entusiasmado de Ricardo – e à filosofia de Kant, de quem aliás deixou um interessante relato dos últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se vivia antes de haver Internet.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;* «Being myself at that time of necessity a peripatetic, or a walker of the streets, I naturally fell in more frequently with those female peripatetics who are technically called street-walkers.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;** «Uttering a cry of terror, but without a moment’s delay, she ran off into Oxford Street, and in less time than could be imagined returned to me with a glass of port wine and spices, that acted upon my empty stomach, which at that time would have rejected all solid food, with an instantaneous power of restoration; and for this glass the generous girl without a murmur paid out of her humble purse at a time—be it remembered!—when she had scarcely wherewithal to purchase the bare necessaries of life, and when she could have no reason to expect that I should ever be able to reimburse her.»&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Adenda:&lt;/strong&gt; fui informado de que existe versão portuguesa. É da Contexto e tem por título &lt;/em&gt;Confissões de um Opiómano Inglês&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-7111694506369164062?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7111694506369164062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7111694506369164062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/outra-papoila_12.html' title='Outra papoila'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9gCeauMSBI/AAAAAAAABUs/t20obYdFgbU/s72-c/confessionsdequincey.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-1823577801938912288</id><published>2008-03-11T22:57:00.014Z</published><updated>2008-03-12T10:59:30.871Z</updated><title type='text'>Os que morrem novos</title><content type='html'>&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qJ2hdbNBua4"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qJ2hdbNBua4" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhece os jovens Trofónio e Agamedes? Se eu disser que construíram o mais influente templo oracular do mundo antigo – o de Apolo, em Delfos –, talvez ouça um sininho. Ou uma lira. Mas adiante. Concluído o templo, falou-lhes o oráculo (ou o deus através dele): que agissem como lhes aprouvesse durante seis dias; ao sétimo dia, ser-lhes-ia concedido o seu maior desejo. Trofónio e Agamedes recrearam-se durante seis dias. Ao sétimo, encontraram-nos sem vida. Desde então se diz que &lt;em&gt;os deuses amam aqueles que morrem novos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ser assim, talvez Pergolesi (1710-1736), que não viveu mais que parcos vinte e seis anos, tenha feito, com este &lt;em&gt;Stabat Mater&lt;/em&gt;, por merecer a morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-1823577801938912288?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1823577801938912288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1823577801938912288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/os-que-morrem-jovens.html' title='Os que morrem novos'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-1810136235549436286</id><published>2008-03-11T10:56:00.000Z</published><updated>2008-03-11T10:57:48.962Z</updated><title type='text'>Nanocontos</title><content type='html'>Levou o menino ao oceanário. Ao jantar, comeram carne.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-1810136235549436286?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1810136235549436286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1810136235549436286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/nanocontos.html' title='Nanocontos'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6297612631017652280</id><published>2008-03-10T13:05:00.003Z</published><updated>2008-03-10T13:18:08.026Z</updated><title type='text'>Uma papoila</title><content type='html'>Há já algumas semanas que giestas, azedas e mimosas estão em flor no Alentejo. A &lt;em&gt;D.&lt;/em&gt; olhava a planície verde-amarela e dizia: «A falta que faz uma papoila».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6297612631017652280?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6297612631017652280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6297612631017652280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/uma-papoila.html' title='Uma papoila'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-5340687972941271098</id><published>2008-03-09T12:02:00.026Z</published><updated>2008-03-09T23:08:11.107Z</updated><title type='text'>Um cicerone português</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Passear estrangeiros é para nós, portugueses, um desporto quase tão antigo como dizer mal do país. Mantém-nos em forma física e reconcilia-nos com o lado absurdo da nossa existência enquanto nação (existe outro?). Levar espanhóis a Aljubarrota e à Batalha, franceses ao Buçaco e alemães ao Elefante Branco podia até ser, para as gerações que nos precederam, um potente lenitivo. Mas hoje, resolvidas que estão as picuinhices históricas e com a profusão de séries de TV, páginas na Internet e guias de bolso dedicados ao ofício de ser turista, não é fácil perceber quem é o cicerone de quem. Os estrangeiros conhecem pelo nome e número de polícia as nossas igrejinhas, os nossos museus e os nossos arrumadores. Dizem-nos quem está ou finge estar tumulado nos sarcófagos. Encostando um ouvido à pedra e batendo nela ao de leve com os dedos, ouvem o eco distante das últimas palavras do sepulto e conferem-nas nos seus livrinhos de citações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles sabem quanto custa o &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;couvert&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; nos restaurantes e qual o dedo que mais eficazmente responde aos despropósitos de um trolha nativo. Estão informados sobre o grau de modernidade cosmopolita deste ou daquele bairro, quais os pólos de animação nocturna da moda e onde encontrar lugares de estacionamento vagos em locais impossíveis. Levam-nos a pequenos paraísos de que apenas ouvíramos falar na catequese e comentam os nossos acepipes com o à-vontade com que um Montalbán falaria da cozinha valenciana. Atrevem-se mesmo a corrigir-nos quando lhes explicamos o modo de confecção das amêijoas à Bulhão Pato. Como se isso não fosse perturbador o bastante, alguns sabem até &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;quem foi&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; o Bulhão Pato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o tempo disponível é, regra geral, escasso, o programa das festas converte-se em regimento castrense. É inútil sugerir, com a ideia numa petiscada ou em outra ocupação igualmente agradável, que não é pelos monumentos que se fica a conhecer o carácter de um povo, mas pela conversa que os seus indivíduos conseguem manter, numa língua estrangeira e enquanto tiram a roupa, sobre assuntos mundanos. Afinal, um monumento é apenas uma opinião; e como toda a opinião, é falso. Algumas mentiras, por outro lado, são verdadeiras, na medida em que reflectem uma ordem mais elevada das coisas. Mas com os estrangeiros há que refrear as disposições criativas. Garanta que toda a cidade de Lisboa ardeu no grande incêndio do Chiado (tal como deu na TV), e que o local onde estão é, na realidade, uma apressada reconstrução &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em gesso. Ou"&gt;em gesso. Ou&lt;/st1:personname&gt; que Durão Barroso anda fugido do país, mas que a polícia e o padre Brown já têm algumas pistas prometedoras. Apenas dois em cada cinco turistas acreditarão nisso; quatro em cinco, se forem europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Resta-nos exibir os muitos cambiantes da paisagem, percorrendo as auto-estradas que os últimos governos foram construindo para que unissem as nossas portagens e assim lhes dessem sentido. A paisagem é, a propósito, o que mais parece ter mudado nos últimos anos. Não duvido que a tecnologia é limpinha, e que há-de trazer-nos fresquinho nos nossos Verões cada vez mais africanos, mas com essas descomunais ventoinhas a coroar-nos os montes e as serras, todo o país, que não era grande, parece ter encolhido à escala daquela gracinha que há em Coimbra para entreter as crianças. E agora deixa-me ir, que até às duas os museus são à borla e eles sabem disso.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Section1"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-5340687972941271098?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5340687972941271098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5340687972941271098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/um-cicerone-portugus.html' title='Um cicerone português'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2271999040790881061</id><published>2008-03-09T11:49:00.009Z</published><updated>2008-03-09T23:07:16.498Z</updated><title type='text'>Espírito de aventura</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9PQqauMR4I/AAAAAAAABTk/eENlqy5K7z8/s1600-h/jb_dan_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175709823924979586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9PQqauMR4I/AAAAAAAABTk/eENlqy5K7z8/s400/jb_dan_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O rapaz começa por investigar o mecanismo do cais. Não parece muito interessante. Mais à frente, três homens trocam impressões e registam o momento com as câmaras dos telemóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9PQXauMR3I/AAAAAAAABTc/wjvfDX2lm7A/s1600-h/jb_dan_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175709497507465074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9PQXauMR3I/AAAAAAAABTc/wjvfDX2lm7A/s400/jb_dan_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aqui em cima talvez seja mais engraçado. Ah! Apercebeu-se da existência de rodas: muito melhor. E não estão calçadas. Se desse um empurrãozinho, que será que acontecia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9PQHquMR2I/AAAAAAAABTU/s7VPqDpMduU/s1600-h/jb_dan_03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175709226924525410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9PQHquMR2I/AAAAAAAABTU/s7VPqDpMduU/s400/jb_dan_03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já está a chamar por mim com aquele riso nervoso. Isso significa que a rampa se começou a mover e que ele pretende a minha ajuda. Que fazer? Um dos homens apercebe-se de que uma das rodas já saiu da calha e começa a correr rampa acima, aos gritos, para evitar que suceda o mesmo à outra. Caminhando na direcção do carro, vamos comentando que sempre há pessoas sem espírito de aventura nenhum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2271999040790881061?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2271999040790881061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2271999040790881061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/esprito-de-aventura.html' title='Espírito de aventura'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R9PQqauMR4I/AAAAAAAABTk/eENlqy5K7z8/s72-c/jb_dan_01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-428803165844028834</id><published>2008-03-06T12:22:00.008Z</published><updated>2008-03-06T12:35:44.369Z</updated><title type='text'>Uma visão preconceituosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8_i5xz3qGI/AAAAAAAABSs/ycus_YRGWk4/s1600-h/jb1219.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174603979123304546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8_i5xz3qGI/AAAAAAAABSs/ycus_YRGWk4/s1600/jb1219.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se uso a objectiva olho-de-peixe com moderação, é porque acredito que não se deve infringir aos animais mais sofrimento que o estritamente necessário. E depois, quando por fim a utilizo, quase sempre alguém declara que «a perspectiva está distorcida». Não é verdade: essa é uma visão preconceituosa. Acontece apenas que sustentamos aos nossos cérebros o seu vício em linhas rectas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-428803165844028834?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/428803165844028834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/428803165844028834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/viso-preconceituosa.html' title='Uma visão preconceituosa'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8_i5xz3qGI/AAAAAAAABSs/ycus_YRGWk4/s72-c/jb1219.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2733300226618896133</id><published>2008-03-05T23:15:00.018Z</published><updated>2008-03-09T18:33:26.758Z</updated><title type='text'>O outro mistério da estrada de Sintra</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R88rwBz3qDI/AAAAAAAABSU/bMxPEqDjfw4/s1600-h/jb8277.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174402600991696946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R88rwBz3qDI/AAAAAAAABSU/bMxPEqDjfw4/s1600/jb8277.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem vê a mocinha dependurada ali em Queluz, com esse conspícuo retrato de D. Pedro IV ao pescoço, acha-lhe mistério. A pintura é a única da sala que não está identificada. A minha companhia, a quem sirvo de cicerone, é fraca ajuda: nem português consegue falar. &lt;em&gt;Hélas&lt;/em&gt;, muitos estrangeiros são assim. Fecho-a numa salinha com uma sandes e uma garrafinha de água sem gás e parto para uma inquirição à funcionária. Ela não faz senão dilatar o mistério ao revelar, debatendo-se com as cordas com que eu a amarrara na cadeira Império, que a figura do quadro «é a outra, a francesa» (e não Leopoldina da Áustria). Eu quase perdera a esperança quando um outro retrato, vindo do Brasil e temporariamente exposto no palácio para comemorar os duzentos anos da viagem de D. João VI a Cancún, onde aliás nunca chegaria por haver perdido o Norte nos mares do Sul, chama a minha atenção. O penteado, os olhos. Um pouco mais velha, talvez, mas a mesma mulher. E que pena, não há enigma nenhum. Essa é Amélia de Leuchtenberg, nascida em Milão (na França) e educada em Munique (na França), segunda mulher de D. Pedro e imperatriz consorte do Brasil, que viveu no palácio. E olhe que bonita. O penteado não ajuda, é verdade, mas aquele buço é uma gracinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2733300226618896133?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2733300226618896133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2733300226618896133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/o-outro-mistrio-da-estrada-de-sintra.html' title='O outro mistério da estrada de Sintra'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R88rwBz3qDI/AAAAAAAABSU/bMxPEqDjfw4/s72-c/jb8277.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-182208143209887290</id><published>2008-03-04T23:31:00.014Z</published><updated>2008-03-05T22:39:43.910Z</updated><title type='text'>Not Toulouse</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R83jMxz3qAI/AAAAAAAABR8/c2cU3NAM4Ro/s1600-h/anevski1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174041355587397634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R83jMxz3qAI/AAAAAAAABR8/c2cU3NAM4Ro/s400/anevski1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Existe mais que uma forma de se ler Tolstoi: por exemplo, vendo e ouvindo &lt;em&gt;Guerra e Paz&lt;/em&gt;, de Prokofiev. Agora já não vai dar, porque passou ontem, mas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe mais que uma forma de se ouvir Prokofiev: por exemplo, assistindo a &lt;em&gt;Alexandre Nevski&lt;/em&gt;, de Eisenstein, que passa dia 11, no Mezzo, pelas 19:30. Pena que tenham gravado o som por telefone, e logo na linha em que Hitler e Estaline iam conversando sobre o pacto germano-soviético. Dá para ouvir as risadinhas e os gritinhos deles ao longo de todo o filme. Resumindo: em podendo, veja a fita (que é brilhante), mas ouça depois a cantata que o Prokofiev escreveu a partir da banda sonora original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fotograma:&lt;/strong&gt; Repare como, para prevenir o povo contra o perigo alemão, puseram os teutões do século XIII com esse ar nazi.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-182208143209887290?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/182208143209887290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/182208143209887290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/not-toulouse.html' title='Not Toulouse'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R83jMxz3qAI/AAAAAAAABR8/c2cU3NAM4Ro/s72-c/anevski1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-1042464592894229643</id><published>2008-03-04T12:00:00.001Z</published><updated>2008-03-04T12:07:15.060Z</updated><title type='text'>Aventuras do Rufino enquanto jovem</title><content type='html'>Nas aulas de Educação Sexual, o Rufino era o marido enganado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-1042464592894229643?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1042464592894229643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/1042464592894229643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/aventuras-do-rufino-enquanto-jovem.html' title='Aventuras do Rufino enquanto jovem'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-5438151501582044915</id><published>2008-03-03T19:14:00.006Z</published><updated>2008-03-03T23:27:58.301Z</updated><title type='text'>Um gás ou isso</title><content type='html'>&lt;em&gt;E quando é que vais lá para cima?&lt;/em&gt;, pergunta alegremente a senhora idosa, &lt;em&gt;Em Maio&lt;/em&gt;, responde o senhor também de idade, &lt;em&gt;Em Maio? É o mês das flores&lt;/em&gt;, e eu, que os ouço quando nos cruzamos na calçada, penso em como é bonito que imaginem o Paraíso como um lugar com flores na Primavera, não umas nuvens ou uma luz deslumbrante ou um estado de unidade cósmica com a divindade ou um gás ou isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-5438151501582044915?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5438151501582044915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5438151501582044915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/um-gs-ou-isso.html' title='Um gás ou isso'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-2676302126119481372</id><published>2008-03-02T16:29:00.009Z</published><updated>2008-03-03T01:11:42.781Z</updated><title type='text'>Retrato do Rufino enquanto jovem desastre</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8rWnq1WGzI/AAAAAAAABRM/-_YJUOHbpvY/s1600-h/jb_rufino01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173183098989714226" src="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8rWnq1WGzI/AAAAAAAABRM/-_YJUOHbpvY/s1600/jb_rufino01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="Section1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;O Rufino teve uma infância feliz. Só na adolescência descobriu que não era a dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o exemplo do marido, a mãe do Rufino começou por negar a maternidade da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais queriam chamar-lhe Rufia. Foi o funcionário da conservatória quem percebeu que a criatura era um menino e, pouco letrado como era, insistiu no masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de baptizar o Rufino, o sacerdote tentou afogá-lo. Foi impedido por familiares que pretendiam afogá-lo eles mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rufino cresceu num bairro desfavorecido. Os vizinhos diziam que era desfavorecido porque o Rufino crescia lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai do Rufino tinha por hábito deixar o menino a guardar o lugar de estacionamento. Por vezes durante semanas, conforme as exigências da sua vida de caixeiro-viajante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que o Rufino fez cinco anos de idade, os pais ofereceram-lhe dois &lt;em&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;pitbull.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt; Depois mandaram que fosse para o quarto brincar com os cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rufino passou por uma &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;fase do espelho&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, não na acepção lacaniana do termo, mas na medida em que os pais não suportavam olhar para ele directamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais do Rufino desconfiavam da Psicanálise e nunca permitiram que o menino passasse por uma fase expulsiva anal, «por causa da porcaria que faz». Em consequência, ele permanece até hoje na fase retentora anal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os meninos levavam flautas para a aula de música, à excepção do Rufino, a quem a professora exigia que levasse o piano de cauda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;No concerto da escola, os meninos tocaram &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Sur le Pont d’Avignon.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; Ao Rufino, foi atribuído à última hora o lugar de solista num concerto para violino que Paganini rejeitara por o achar impossível de tocar. Um fiasco: passou o tempo olhando, paralisado, para o teclado do seu grande e lustroso piano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;Quando o pequeno Rufino teve aquele problema na vista, emprestaram-lhe um cão-guia. Diz quem assistiu aos sucessivos acidentes que o bicho parecia fazer de propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rufino construiu uma casinha na árvore, mas a coisa não durou. O pai exigia-lhe uma fortuna em condomínio e taxa de saneamento de esgotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais do Rufino chegaram a colocá-lo numa escola de futebol. No ano seguinte, porém, a administração fez um acordo com a Adidas e o clube passou a usar exclusivamente as bolas desta marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em menino, quando pastoreava, o Rufino foi admoestado por uma resplandecente aparição nos céus. Prostrado no chão e lavado em lágrimas, ainda lhe pareceu ver o Sol a mexer-se de tanto rir. Existe um pequeno culto baseado no episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;O Rufino estava proibido de entrar na igrejinha da terra. O povo receava que, se ele o fizesse, Deus se mudasse para o Hotel Barata, propriedade de um protestante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;O Rufino foi o único aluno do liceu a chumbar por faltas no primeiro dia de aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;O Rufino foi condenado a cinco anos de reformatório por cantar &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Uma Gaivota Voava&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em público.￼￼O Rufino"&gt;em público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rufino&lt;/st1:personname&gt; foi expulso do reformatório por cantar &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Uma Gaivota Voava&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; em público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;O Rufino tentou o &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ballet&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, mas os seus &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;pitbull&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; ameaçaram suicidar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rufino fez audições no teatro da escola para &lt;em&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A Pirâmide dos Alimentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt; Os coleguinhas que constituíam o júri pediram-lhe que &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;representasse&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; sonetos de Shakespeare. Todos os 154. Não conseguiu qualquer papel, mas a partir desse dia começaram a chamar-lhe &lt;em&gt;o Dama Negra&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rufino foi o único jovem do país a ser mobilizado para o serviço militar não obrigatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;Durante a sua estadia na tropa, o Rufino foi destacado para vários teatros de guerra. O seu desempenho como revólver, &lt;st1:personname st="on" productid="em Hedda Gabler"&gt;em &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Hedda Gabler&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;, de Ibsen, esteve na origem de uma crise nos Balcãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;Quando o Rufino teve condições para visitar pela primeira vez a Feira Popular, venderam os terrenos à pressa para blocos de apartamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;Desiludido, o Rufino quis fundar o seu próprio país, mas foi invadido pela Polónia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;O Rufino tentou o Existencialismo, mas até Sartre achou isso um absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT"  style="font-family:Georgia;"&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT" style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Nota:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span lang="PT" style="FONT-STYLE: italic;font-family:Georgia;" &gt; mudei o boneco do Rufino para se parecer mais com o Rufino Fino Filho, isto é, o Ribeirinho.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-2676302126119481372?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2676302126119481372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/2676302126119481372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/retrato-do-rufino-enquanto-jovem_02.html' title='Retrato do Rufino enquanto jovem desastre'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8rWnq1WGzI/AAAAAAAABRM/-_YJUOHbpvY/s72-c/jb_rufino01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-6772911450543806845</id><published>2008-03-02T13:07:00.002Z</published><updated>2008-03-02T13:07:57.541Z</updated><title type='text'>Um truque com cartas</title><content type='html'>O ilusionista informou a audiência de que precisava de uma voluntária para o seu melhor truque com cartas. Graciete ofereceu-se. Ele escreveu-lhe uma, linda, de derreter o coração. Ela respondeu no mesmo tom. No dia seguinte, viviam juntos. Todos concordaram que fora um truque belíssimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-6772911450543806845?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6772911450543806845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/6772911450543806845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/um-truque-com-cartas.html' title='Um truque com cartas'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-9054705653558203632</id><published>2008-03-01T17:56:00.001Z</published><updated>2008-03-01T17:58:28.868Z</updated><title type='text'>Bandeira de papel</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8mZGK1WGyI/AAAAAAAABRE/Z_VXLceDUfE/s1600-h/cf_06.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172833978278091554" src="http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8mZGK1WGyI/AAAAAAAABRE/Z_VXLceDUfE/s1600/cf_06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cravo &amp;amp; Ferradura, DN, 2006&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-9054705653558203632?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/9054705653558203632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/9054705653558203632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/03/bandeira-de-papel.html' title='Bandeira de papel'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8mZGK1WGyI/AAAAAAAABRE/Z_VXLceDUfE/s72-c/cf_06.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-3560447936157937223</id><published>2008-02-29T01:40:00.002Z</published><updated>2008-02-29T01:44:35.252Z</updated><title type='text'>Seu demónio</title><content type='html'>Se me pedisse para eleger a minha favorita de entre todas as peças que Mozart escreveu, eu não seria capaz de o fazer. Ah, pare com isso, não insista, eu não aguento tanta pressão. &lt;em&gt;Adagio&lt;/em&gt; em Si menor, K. 540. Seu demónio, conseguiu arrancar isso de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-3560447936157937223?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3560447936157937223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/3560447936157937223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/02/seu-demnio.html' title='Seu demónio'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-567225535678729055</id><published>2008-02-28T21:01:00.009Z</published><updated>2008-02-29T01:13:19.341Z</updated><title type='text'>Da próxima vez</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8chzDS_f2I/AAAAAAAABQU/qrZK216Qq7Y/s1600-h/jb_natur.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172139858000314210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8chzDS_f2I/AAAAAAAABQU/qrZK216Qq7Y/s200/jb_natur.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;«Falemos com a natureza, caminhando pela floresta»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(Sá de Miranda)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;«Sim, mas e se ela responder, que faço?»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(J. Bandeira)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo o que aqui foi dito sobre a minha relação com a Natureza, achei que devia visitá-la lá onde ela mora e clarificar as coisas entre nós. Andei por carreiros, corri montes e vales, abeirei-me de rios, espirrei o pólen das mimosas em flor e escutei o estrépito de castanholas das cegonhas alentejanas, que nidificam nesta época do ano. Ficou acordado que nos veríamos de vez em quando e que, da próxima vez, seria ela a vir à cidade beber um cafezinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-567225535678729055?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/567225535678729055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/567225535678729055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/02/da-prxima-vez.html' title='Da próxima vez'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8chzDS_f2I/AAAAAAAABQU/qrZK216Qq7Y/s72-c/jb_natur.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-8689504059146368877</id><published>2008-02-28T20:23:00.001Z</published><updated>2008-02-28T20:29:29.269Z</updated><title type='text'>Amor adolescente</title><content type='html'>Com receio de se aborrecer, ela levou para o primeiro encontro o ipod e um monte de livrinhos da Mónica.&lt;br /&gt;Tudo bem, porque ele levou um amiguinho e uma bola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-8689504059146368877?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8689504059146368877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8689504059146368877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/02/amor-adolescente.html' title='Amor adolescente'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-7106795885250795519</id><published>2008-02-26T15:40:00.007Z</published><updated>2008-03-06T17:08:42.061Z</updated><title type='text'>Aventuras do Rufino</title><content type='html'>O Rufino foi o primeiro homem a ser salvo tarde de mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-7106795885250795519?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7106795885250795519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/7106795885250795519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/02/aventuras-de-rufino-o-falhado_26.html' title='Aventuras do Rufino'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-5383743982129277796</id><published>2008-02-26T15:37:00.008Z</published><updated>2008-03-06T17:09:01.336Z</updated><title type='text'>Aventuras do Rufino</title><content type='html'>O livro de auto-ajuda dizia: «Traga sempre um sorriso nos lábios». No emprego, pensaram que o Rufino tinha sofrido uma trombose.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-5383743982129277796?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5383743982129277796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/5383743982129277796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/02/aventuras-de-rufino-o-falhado.html' title='Aventuras do Rufino'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12683096.post-8501174780674383818</id><published>2008-02-26T01:05:00.008Z</published><updated>2008-02-26T19:23:24.435Z</updated><title type='text'>Moonlight drive</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8Q3jTS_f1I/AAAAAAAABQM/jstN7yPI4AQ/s1600-h/maph.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171319351743053650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8Q3jTS_f1I/AAAAAAAABQM/jstN7yPI4AQ/s320/maph.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Embora o cinema me interesse profundamente enquanto forma de expressão artística, tive que parar de assistir à entrega dos óscares porque me explodiu uma sopa dentro do microondas. Bem, essa é a desculpa de conveniência. O principal motivo é a exasperante ausência de cinema sério. Ainda há dias a RTP passou &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Mighty Aphrodite&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;, e vieram-me lágrimas aos olhos na cena &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em que Linda"&gt;em que Linda&lt;/st1:personname&gt; (Mira Sorvino) diz a Lenny (Woody Allen), oferecendo-lhe uma prenda de aniversário: &lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;You didn’t want a blowjob, so the least I could do was get you a tie&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;. Não dá para superar esse pathos.&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Este ano venho seguindo o evento pelo &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/" target="new"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Rogério Casanova&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, que chega a irritar de tão brilhante que é. E se o leitor-que-vai-aos-arames-com-os-amiguismos pensa que estou apenas a ser amiguinho, leia-o e depois engula o que pensou. A propósito, o Rogério lançou-me um desafio, a que a Clara, do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://conto-de-fuga.blogspot.com/" target="new"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Conto-de-Fuga&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, veio juntar um outro. O dele consiste em nomear as minhas doze palavras preferidas (eu até sei &lt;/span&gt;&lt;a href="http://o-meu-pai-e-eu.blogspot.com/2008/02/as-dez-mais.html" target="new"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;onde nasceu essa corrente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;); o dela, em dizer o que me inspira a escrever postes. Vou pedir-lhes desculpa se levar uns dias a responder, mas não estou a sentir-me de bem com a humanidade e isso afecta-me a fluência postal. O Rufino, já se vê, é que me vai servindo de saco de boxe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12683096-8501174780674383818?l=bandeiraaovento2005.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8501174780674383818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12683096/posts/default/8501174780674383818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bandeiraaovento2005.blogspot.com/2008/02/moonlight-drive.html' title='Moonlight drive'/><author><name>José Bandeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15599982002929218366</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oNvVhfKndp8/R8Q3jTS_f1I/AAAAAAAABQM/jstN7yPI4AQ/s72-c/maph.jpg' height='72' width='72'/></entry></feed>
